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Vamos escrever uma história juntos!

O objectivo deste site é proporcionar às pessoas que têm o "bichinho" da escrita a possibilidade de participarem na construção de várias histórias que vão sendo criadas pelos utilizadores deste site.

Para participares, basta criares uma conta de utilizador, ler as histórias que estão a ser escritas e depois participar adicionando trechos.
Há liberdade para alterar o sentido das histórias desde que mantenham o fio condutor que vem dos capítulos anteriores e não se use vocabulário impróprio.

Participa com a tua imaginação e juntos, Vamos escrever uma história!

Últimas histórias:
- Historia do casal Zanessa- Eles se amam de Corpo e Alma.
- Historia do casal Zanessa- Eles se amam de Corpo e Alma.
A história ainda não está completa.Espero que vocês me ajudem
Vamos escrever esta história revolucionária!

 

PARTE 1

- 1º CAPÍTULO -

 

 

- Vou para a escola. Adeus. – Foi neste tom rude que Madalena que se despediu do seu pai.

- Filha… - Ele bem tentou despedir-se, mas a filha não lhe deu hipóteses. Levantou-se da mesa, pegou na sua mala e saiu.

 A menina de cabelos loiros e olhos claros tinha mudado muito nos últimos anos. Tudo se deu ao facto da sua mãe ter morrido. Desde então, a pequena Madalena tornara-se uma rapariga de 17 anos totalmente diferente. Aquele rosto angelical era agora um rosto marcado de tristeza. Toda a jovem cheia de alegria que sempre fora contra as diferenças sociais e tudo mais, era agora mais uma cidadã normal, despreocupada com o que a rodeia. Filha de pessoas bastante conhecidas, Adolfo Vasconcelos e Margarida Sampaio. Um homem cheio de sucesso no Mundo da Moda e uma escritora conhecida Internacionalmente. Toda a sua história de amor fora bastante linda. Conheceram-se em 1987 e casaram-se em 1991… Um ano depois, nasceu uma menina. Chamaram-na de Madalena, Madalena Afonso Sampaio Vasconcelos. O casamento foi sempre muito bem visto aos olhos de todos, mas a verdade é que não era bem assim. Havia algumas discussões entre o casal. Só que como em quase todos, ou todos os relacionamentos, existem discussões, este não foi excepção. Todos os anos de amor foram bem planeados. A escritora bem sucedida adorava planear a vida amorosa, como se fosse um livro. Já o empresário de Moda, preferia não planear nada. Ambos eram bastante diferentes, se um gostava de chuva o outro gostava de sol, se um gostava de açúcar o outro gostava de sal. Mas essas diferenças ajudavam a juntá-los ainda mais. Juntos aprenderam a gostar de novas coisas e tudo o que lhes era desconhecido passou a ser do quotidiano, praticamente. E assim foi tudo até 2004.

 

 

 

 

 

 

PARTE 1

- 2º CAPÍTULO –

 

 

   No dia sete de Fevereiro de 2004, o meu dia de aniversário, foi o pior dia da minha vida. Acordei em pânico! Tinha sonhado alguma coisa, que não me recordo. Levantei-me, fui até à sala e liguei a televisão. Comecei a ver os desenhos animados quando ouço um grito. Corri, conduzida pelo eco desse grito até que cheguei ao quarto dos meus pais. Ligo a luz, e deparo-me com a minha mãe deitada numa posição estranha e com o meu pai a segurá-la nos seus braços.

- Papá? Que se passa com a mãe? – Perguntei ingenuamente.

- A mãe… Querida, vai ver desenhos animados. A mãe está só cansada.

 Naquela altura não percebi o que se passava. Os meus onze anos não me deixavam perceber. Fiquei razoavelmente triste, por não ter recebido os ‘’parabéns’’ dos meus pais, mas não me importei muito… Sentei-me no sofá, e voltei a ver os desenhos animados. Fiquei parada em frente ao televisor durante umas horas. Esperei pela entrada do meu pai ou da minha mãe com um bolo e um grande sorriso a felicitar-me pelos meus onze anos. Mas nada… Até que de repente entrou o meu pai a chorar.

- Papá, porque choras?

- Desculpa não te ter dado os parabéns querida. Mas tenho uma coisa muito importante para te dizer…

- Não faz mal. O que se passa?

- A mãe…

- Papá fala.

- A mãe teve de ir para o céu.  Hoje de manhã foi ter com os anjos.

- O quê? A mãe foi-se embora sem dizer? – A primeira lágrima caiu.

- Sim… Estava na hora de ela ir. Jesus queria-a perto dele.

- Mas porquê? – Agora tinha várias lágrimas a caírem-me.

- Porque é o melhor para ela, querida. – Enquanto me disse estas palavras limpou-me suavemente as lágrimas do rosto.

- Pai… Como vai ser agora? Com quem vou às compras? Com quem vou brincar? Com quem vou poder falar dos meninos da escola? A quem vou chamar mãe? – A minha ingenuidade falava alto. Eu não acreditava ainda, que a figura feminina que me acompanhara desde que nasci, tinha morrido!

- Minha pequena Madalena, por mais que custe, vamos conseguir. – E sorriu.

 Eu estava confusa. Afinal o que era a palavra morte? Será que existia mesmo o Céu? E quem era Jesus? Já me tinham falado nessa personagem muitas vezes… Só que fazia-me realmente confusão. O Céu era um conjunto de várias nuvens! Porque me diziam que era Deus e Jesus que comandava tudo? A minha mãe morreu. Quem irei ser eu daqui para a frente?

 

 

 

 

 

 

 

PARTE 1

- 3º CAPÍTULO –

 

 

   Todas as perguntas que eu inventei obtiveram resposta. Nem que fosse confuso na altura! Agora tenho dezasseis anos e só quero ser eu mesma. Todos estes anos foram longos e duros. Na escola fui várias vezes julgada por ser a menina sem mãe. A habitual Madalena de cabelos lisos, longos e loiros, com um sorriso e um olhar terno, estava com um ar pesado de mais e um olhar sério. Agora estava numa escola diferente. Deixei o colégio e passei a estar numa escola pública. Não por falta de poses, mas por querer entrar para uma escola pública no ensino secundário. Os primeiros dias naquele novo ambiente foram muito complicados… Não conhecia ninguém. O meu primeiro dia foi assustador. Nunca na minha vida ouvi a palavra ‘’stor’’ dentro da sala de aula. No meu antigo colégio ouvia-se professor ou senhor professor. Abreviar esse vocativo era sinónimo de desrespeito.

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