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Histórias -> Com amor, Madalena
Autor da História: Teresa Mendes(Teresaa Mendes)
| Data: 2010-01-06 16:28:00 
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Mensagem Pessoal: Escrever é sonhar...
Sonhar é viver...
Viver é... o que deveríamos conseguir fazer mais vezes!
País e Localidade: Portugal, Lisboa
Sexo: Feminino
Membro desde: 2010-01-06 16:20:00
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Apresentação desta história:
PARTE 1
- 1º CAPÍTULO -
- Vou para a escola. Adeus. – Foi neste tom rude que Madalena que se despediu do seu pai.
- Filha… - Ele bem tentou despedir-se, mas a filha não lhe deu hipóteses. Levantou-se da mesa, pegou na sua mala e saiu.
A menina de cabelos loiros e olhos claros tinha mudado muito nos últimos anos. Tudo se deu ao facto da sua mãe ter morrido. Desde então, a pequena Madalena tornara-se uma rapariga de 17 anos totalmente diferente. Aquele rosto angelical era agora um rosto marcado de tristeza. Toda a jovem cheia de alegria que sempre fora contra as diferenças sociais e tudo mais, era agora mais uma cidadã normal, despreocupada com o que a rodeia. Filha de pessoas bastante conhecidas, Adolfo Vasconcelos e Margarida Sampaio. Um homem cheio de sucesso no Mundo da Moda e uma escritora conhecida Internacionalmente. Toda a sua história de amor fora bastante linda. Conheceram-se em 1987 e casaram-se em 1991… Um ano depois, nasceu uma menina. Chamaram-na de Madalena, Madalena Afonso Sampaio Vasconcelos. O casamento foi sempre muito bem visto aos olhos de todos, mas a verdade é que não era bem assim. Havia algumas discussões entre o casal. Só que como em quase todos, ou todos os relacionamentos, existem discussões, este não foi excepção. Todos os anos de amor foram bem planeados. A escritora bem sucedida adorava planear a vida amorosa, como se fosse um livro. Já o empresário de Moda, preferia não planear nada. Ambos eram bastante diferentes, se um gostava de chuva o outro gostava de sol, se um gostava de açúcar o outro gostava de sal. Mas essas diferenças ajudavam a juntá-los ainda mais. Juntos aprenderam a gostar de novas coisas e tudo o que lhes era desconhecido passou a ser do quotidiano, praticamente. E assim foi tudo até 2004.
PARTE 1
- 2º CAPÍTULO –
No dia sete de Fevereiro de 2004, o meu dia de aniversário, foi o pior dia da minha vida. Acordei em pânico! Tinha sonhado alguma coisa, que não me recordo. Levantei-me, fui até à sala e liguei a televisão. Comecei a ver os desenhos animados quando ouço um grito. Corri, conduzida pelo eco desse grito até que cheguei ao quarto dos meus pais. Ligo a luz, e deparo-me com a minha mãe deitada numa posição estranha e com o meu pai a segurá-la nos seus braços.
- Papá? Que se passa com a mãe? – Perguntei ingenuamente.
- A mãe… Querida, vai ver desenhos animados. A mãe está só cansada.
Naquela altura não percebi o que se passava. Os meus onze anos não me deixavam perceber. Fiquei razoavelmente triste, por não ter recebido os ‘’parabéns’’ dos meus pais, mas não me importei muito… Sentei-me no sofá, e voltei a ver os desenhos animados. Fiquei parada em frente ao televisor durante umas horas. Esperei pela entrada do meu pai ou da minha mãe com um bolo e um grande sorriso a felicitar-me pelos meus onze anos. Mas nada… Até que de repente entrou o meu pai a chorar.
- Papá, porque choras?
- Desculpa não te ter dado os parabéns querida. Mas tenho uma coisa muito importante para te dizer…
- Não faz mal. O que se passa?
- A mãe…
- Papá fala.
- A mãe teve de ir para o céu. Hoje de manhã foi ter com os anjos.
- O quê? A mãe foi-se embora sem dizer? – A primeira lágrima caiu.
- Sim… Estava na hora de ela ir. Jesus queria-a perto dele.
- Mas porquê? – Agora tinha várias lágrimas a caírem-me.
- Porque é o melhor para ela, querida. – Enquanto me disse estas palavras limpou-me suavemente as lágrimas do rosto.
- Pai… Como vai ser agora? Com quem vou às compras? Com quem vou brincar? Com quem vou poder falar dos meninos da escola? A quem vou chamar mãe? – A minha ingenuidade falava alto. Eu não acreditava ainda, que a figura feminina que me acompanhara desde que nasci, tinha morrido!
- Minha pequena Madalena, por mais que custe, vamos conseguir. – E sorriu.
Eu estava confusa. Afinal o que era a palavra morte? Será que existia mesmo o Céu? E quem era Jesus? Já me tinham falado nessa personagem muitas vezes… Só que fazia-me realmente confusão. O Céu era um conjunto de várias nuvens! Porque me diziam que era Deus e Jesus que comandava tudo? A minha mãe morreu. Quem irei ser eu daqui para a frente?
PARTE 1
- 3º CAPÍTULO –
Todas as perguntas que eu inventei obtiveram resposta. Nem que fosse confuso na altura! Agora tenho dezasseis anos e só quero ser eu mesma. Todos estes anos foram longos e duros. Na escola fui várias vezes julgada por ser a menina sem mãe. A habitual Madalena de cabelos lisos, longos e loiros, com um sorriso e um olhar terno, estava com um ar pesado de mais e um olhar sério. Agora estava numa escola diferente. Deixei o colégio e passei a estar numa escola pública. Não por falta de poses, mas por querer entrar para uma escola pública no ensino secundário. Os primeiros dias naquele novo ambiente foram muito complicados… Não conhecia ninguém. O meu primeiro dia foi assustador. Nunca na minha vida ouvi a palavra ‘’stor’’ dentro da sala de aula. No meu antigo colégio ouvia-se professor ou senhor professor. Abreviar esse vocativo era sinónimo de desrespeito.
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Pontuação:
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Autor: Maria Perpetua(Perpetua) Data: 2010-02-25 17:06:00
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Mensagem Pessoal: Palavras, são pérolas contadas ou por contar que deliciosamente dedilho no meu rosário.
País e Localidade: Portugal, Lisboa
Sexo: Feminino
Membro desde: 2010-02-25 15:14:00
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... Uma hecatombe caíu no meu mundo e desligou-me de muitas das minhas referências. Fez-me criar novos rituais, novas relações
e sobretudo, criou em mim um esforço exaustivo de procura, que quase me desobrigava da obediência aos cuidados do meu pai, que eu sempre considerava desmesurados e impertinentes. Valiam-me às vezes, aquelas saídas de trabalho para outros lugares distantes,onde ele permanecia alguns dias e dava tréguas à minha vontade de estar sozinha ou de me afoitar no meu novo mundo .
A minha nova escola, era osso duro de roer; Não que eu quisesse dar ares de superioridade, ou marcar qualquer tipo de diferença, a verdade é que essa diferença surgia de forma involuntária e nas mais pequenas coisas.Na simples forma de responder aos professores,o meu discurso, por tímido que fosse, tinha um traço de linguagem muito mais refinado que o comum e se por um lado ,
era agrado para os professores, não me livrava por outro, da alcunha de "bétinha" por parte dos meus colegas.
Esta, tinha sido a herança de minha mãe;Ficara-me das horas longas de histórias contadas, que nunca chegaram provavelmente a ser escritas, porque a sua imaginação era tão prodigiosa ,tão fértil de imagens, que não necessitávamos de livros. Os seus escritos eram coisas bem mais adultas,coisas que um dia vou gostar de ler.
Os intervalos das aulas, eram sacrifícios aos deuses. Bem que eu me queria inserir em alguns dos grupos que me pareciam tão fixes,com figuras de rapazes que me fascinavam, e mesmo até, raparigas elegantes que se envaideciam e gargalhavam com as falas deles e me faziam inveja. Mas eu escolhia os lugares mais sombrios, as esquinas dos pátios e disfarçava a minha timidez, numa solidão que me engessava os músculos e me roía as entranhas.
O autor desta história e os seus participantes gostarima muito de receber o teu comentário!

Autor: sonia Data: 2010-03-01 19:57:00
eu ameiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!
eu adoro
escrever
uma historia de ruth rocha
O Menino que Quase Virou Cachorro
Miguel era um menino bacana.
Brincalhão, inteligente, amigo dos amigos.
E ele era muito amigo do Tanaka, um outro menino brincalhão, inteligente e descolado.
Os dois conversavam muito, sobre uma porção de coisas.
Um dia o Miguel disse pro Tanaka:
-Cê sabe, Tanaka, eu acho que eu sou invisível.
-Invisível? Como assim? Eu estou vendo você muito bem...
- Não ? disse o Miguel ? não sou invisível pra todo mundo, não. Só pros meus pais. Eles olham pra mim, mas acho que eles não me enxergam!
O Tanaka ficou espantado. E então eles combinaram que iriam à casa do Miguel só pro Tanaka ver.
No sábado, na hora do almoço Tanaka chegou, como eles tinham combinado.
Miguel abriu a porta, mandou o amigo entrar e anunciou a todos que já estavam sentados pra almoçar :
-Eu trouxe o Tanaka pra almoçar conosco!
A mãe do Miguel levantou, botou um a cadeira pro Tanaka, foi buscar um prato, um copo e os talheres.
Enquanto isso ia conversando:
-Olá, Tanaka, faz tempo que você não aparece! E sua mãe vai bem? E sua irmã, tão bonitinha, sua irmã...
Mas nem olhou pra Miguel.
Miguel sentou-se, serviu-se, comeu, e ninguém olhou pra ele. Tanaka ficou reparando.
Então o Miguel fez uma pergunta pra pai, mas ele estava prestando atenção à TV e só fez:
-Shhh...
Quando os meninos saíram o Tanaka estava espantado, mas ele disse:
-Acho que as famílias são assim mesmo. Ninguém presta atenção aos filhos...
O Miguel ainda falou:
-Pois é, quando eu saio com mau pai é ainda pior! Mau pai fala comigo como se eu fosse o cachorro ?Anda!?, ?Anda logo!? ?Espera!? ?Anda!? ?Vem logo!?
Na semana seguinte Miguel saiu com o pai. E como ele tinha dito o pai só dizia ?Anda!?, ?Vem logo!?
Miguel foi ficando bravo.
Aí quando o pai, mais uma vez disse ?Anda!? Miguel latiu:
-Au, au, au, au!
O pai olhou espantado, mas o ônibus estava chegando e eles tomaram o ônibus.
Quando desceram o pai continuou: Anda, para, espera, vem logo!
Miguel latiu outra vez:
-Au, au, au, au!
O pai olhou espantado:
-Que é isso, menino, vem!
E o Miguel:
-Au, au, au, au!
-Pára com isso! ? o pai respondeu ? Vem!
Miguel resolveu parar, porque achou que o pai estava ficando bravo...
Mas na outra semana havia um casamento de uma prima e o pai levou o Miguel para comprar uma roupa. Nem perguntou o que ele queria. Já foi escolhendo uma calça comprida, uma camisa, um suéter e ... uma gravata.
Miguel não falou nada, porque ninguém perguntou. Mas ele pensou: ?Eu não vou botar gravata, nem morto. Eu não sou cachorro pra usar coleira...?
No dia do casamento Miguel tomou banho, se vestiu, calçou os sapatos, que também eram novos, mas não botou a gravata.
O pai dele chamou: ?Vem aqui. Miguel chegou perto do pai e disse:
- Eu não quero botar gravata. Parece coleira.
O pai nem respondeu. Ele disse:
-Vem!
E foi botando a gravata no pescoço d Miguel e dando um laço e apertando o laço e o Miguel começou a uivar.
-Aúúúúúúú!
O pai ficou espantado, mas continuou a apertar o laço e a dizer:
-Fica quieto! Não se mexa!
Pare com isso!
E então o laço estava tão apertado que o Miguel não agüentou. Tacou uma mordida na mão do pai.
O pai ficou furioso, cheio de ?Que é issos? e de ? Para já com issos? e de ?Vam?ver, vam?veres?.
A mãe veio lá de dentro pra ver o que estava acontecendo e o Miguel disse:
-Se não querem que eu vire cachorro, não me tratem como cachorro!
O pai olhou pra mãe.
A mãe olhou pra pai.
-Que é isso ? disse a mãe ? ninguém trata você como cachorro!
E o Miguel respondeu:
-Então não me ponham coleira! Não me chamem ?Vem?. Eu tenho nome.
O Miguel, nesse dia, foi ao casamento sem coleira... quer dizer, sem gravata.
E o Tanaka e contou que quando foi à casa do Miguel, na semana passada, os pais falavam com ele direitinho:
-Quer mais feijão, Miguel?
-Me passa a batatinha, filho?
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