Autor da História: João Oliveira(proliv) | Data: 2008-12-27 11:46:00ver perfil do autor
Mensagem Pessoal: A imaginação não tem limites porque ainda ninguém o atingiu...
País e Localidade: Portugal, Vila Praia de Âncora
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Apresentação desta história:
A História de um grupo de rapazes de doze anos que vivem numa povoação piscatória. Esta história conta algumas peripécias da sua adolescência.
Leia e participem adicionando o vosso desenvolvimento à história que está a ser construída.
Novos participantes são muito bem vindos.
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Parte I
Vai vai, há mais marés que marinheiros! Disse a dona Angelina gritando com a voz esganiçada característica das peixeiras.
O André, seu filho, corria pela avenida como quem foge da morte. A mãe ficou a esbracejar lá ao fundo e ele abrandou a corrida, virou para a praia, correu mais umas dezenas de metros pela areia húmida até que, depois de olhar mais uma vez para trás a ver se a mãe já não o seguia, se sentou em frente à rebentação das ondas.
Tinha feito das boas desta vez, não posso voltar para casa tão cedo, pensou.
O mar estava bravo, nos primeiros dias de Janeiro começa a época mais agreste para os pescadores, ondas de mais de três metros, ventos fortes e marés traiçoeiras impedem os pescadores de ir ao mar.
O André, tem onze anos, vive numa Vila de pescadores, quase toda a actividade da vila se reduz à pesca e a família dele não era diferente. Nesta época do ano é a pior, o seu pai está a maior parte do tempo em casa, há menos dinheiro e a mãe vende o peixe que chega dos grandes navios do arrasto. Hoje o André tinha feito uma das suas piores travessuras à sua mãe, por isso fugira para o seu refúgio, a praia!
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Parte II
Eram cinco horas da tarde, ouvia-se nas badaladas do sino da Igreja que ali se misturavam com as ondas, o sol estava prestes a tocar a linha do horizonte, a noite não tardava. O André tinha de voltar para casa. Caminhava agora pela praia em direcção a um forte abandonado à medida que dava leves puntapés na areia húmida. Ainda havia tempo para uma pequena visita ao seu local secreto dentro do forte. Ele e mais dois amigos tinham descoberto durante o verão um acesso a uma espécie de cave dentro do forte que apesar de estar parcialmente entupida de terra e pedras, deu perfeitamente para fazer um belo local para os encontros do "Bando da praia". Na altura da descoberta, ele o Pipas, o Saloio e o Tó-Zé fizeram o pacto de nunca revelar a ninguém a existência daquela cave, ao mesmo tempo , derrubaram a entrada em pedra que dava acesso à divisão do forte que dava acesso à cave, assim garantiam que dificilmente alguém iria descubrir.
Todos os dias depois das aulas, ele e os três compinchas se encontravam no "castelo", como lhe chamaram, para definir estratégias para a sua actividade.
Mensagem Pessoal: Escrevo o que sinto, o que sou, o que gostaria de ser, o que nunca fui...
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Parte III
O “quartel de operações secretas” foi assim baptizado aquele escuro e frio compartimento, perdido no tempo, perdido na história. Este pequeno local, onde o quarteto de reunia que seria em outros tempos? Era uma ligação do exterior para o interior do forte? Possivelmente um ponto de escape… um calabouço ou mesmo uma sala de reuniões onde os mais obscuros assuntos eram discutidos. O compartimento tem cerca de 6 metros quadrados por 2 metros de altura, tem ligação entre o exterior e para uma das salas do forte. Em preia mar o local inunda até 50 centímetros, não tem entrada luz, o cheiro é fétido, mas mesmo assim o Bando da Praia não deixava de se reunir naquele aterrorizador cubículo.
Foi no verão do ano passado, estava o André e o Tó-Zé a brincar nas redondezas do forte, quando de repente o André sentiu que uma das pedras se movimentara ligeiramente. O André chamou o Tó-Zé, ambos tentaram retirar a pedra sem sucesso. A pedra estava realmente solta, parecia fina mas muito pesada para duas crianças de 10 anos de idade. Foram para a praia onde o Pipas e o Saloio jogavam futebol, assim os quatro conseguiram retirar a pedra e aceder aquele que seria o ponto de encontro para as fantasias e brincadeiras desta jovem irmandade.
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Parte IV
O André, passou a "muralha" de pedras antes da entrada para o "quartel", desviou a antiga porta de madeira que estava deitada sobre a entrada e entrou. Lá dentro estava escuro como bréu, não havia nenhuma entrada de luz e além disso lá fora a noite caía. Acendeu um dos "Camping Gas" que tinham e ficou ali sentado a pensar como se iria apresentar em casa depois do que tinha feito.
Naquela mesma tarde, o André tinha estado a ajudar a sua mãe a limpar artefactos de pesca do pai e recipientes da venda do peixe. A mãe teve que o deixar sozinho durante uns minutos e foi nesse tempo que tudo aconteceu. O Sapo, um rapaz aí uns 3 anos mais velho e o seu grupo de raivosos apareceu junto da lota de venda de peixe onde se encontrava, ao verem que se encontrava sozinho, dois dos seus "capangas prenderam-lhe os braços e as pernas" enquanto que os outros se deliciaram a partir e a sujar tudo o que estava na pequena casinha de pescador. O André esperneou e lutou com todas as suas forças mas eles eram muito mais fortes. Quando terminaram a sua enraivecida atitude saíram a correr rindo às gargalhadas dizendo frases como: "Isto é para tu e o teu bandinho saberem quem são os mais fortes!" e "Quando descubrirmos onde vocês se encontram vai ser muito pior". O André ficou sentado no chão de boca aberta a olhar para aquela balbúrdia e a pensar como iria reagir a sua mãe que conhecendo-a bem iria ficar doida.
O André estava numa azáfama a tentar reparar o mal que os raivosos do Sapo tinham feito no momento que a sua mãe entra e sem pensar começou a gritar com ele que só teve tempo de saltar pela janela que estava aberta e correr avenida fora com a sua mãe atrás de si a esbracejar.
A minha mãe nunca vai entender pensou o André enquanto tentava acender mais um Camping, a pouca luz fazia-o sentir ainda pior. No momento em que pensava que deveria ficar ali aquela noite, sentiu o barulho dos seixos da entrada do Forte a rangerem como se alguém estivesse a caminhar sobre eles, correu para os dois camping's desligando-os rapidamente. Não podia de forma nenhuma comprometer o secretismo do seu quartel de operações secretas.
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Parte V
No bairro dos pescadores, estava tudo calmo, meia dúzia de pescadores bebiam a última tigela de vinho antes de se irem para suas casas, as mulheres estavam nos afazeres domésticos e na casa do André não era diferente...
A dona Angelina, estava cada vez mais preocupada e pensava para os seus botões onde estaria o seu filho. Também ainda não tinha conseguido a coragem para contar ao Tó, o seu marido, sobre o que se tinha passado durante a tarde na "Casinha" como chamavam ao seu armazém. Ficaria furioso e ele já tinha problemas que chegassem, já para não pensar no problema de coração que o afligia desde há uns anos.
Enquanto preparava as últimas batatas para o jantar, sem se voltar perguntou ao seu filho mais velho se tinha visto o André, este sem tirar os olhos da televisão disse simplesmente, um seco "sei lá!". Tu és sempre o mesmo, só queres saber do que se passa nessa maldita televisão, vai já perguntar ao filho da dona Alda que eles andam sempre juntos! Exigiu. Não tinha outro remédio, palavra da dona Angelina era sagrada, e saiu de casa em direcção à casa do Saloio que morava numa rua paralela à sua. Chegado lá, contou o que se passava à mãe do Saloio, esta disse que o não o tinham visto. Com o sentimento de dever cumprido e sem sequer pensar no irmão, tomou o caminho de volta a casa.
O Saloio que ouvira a conversa, deduziu imediatamente que estaria no Castelo, não quis dizer ao Rui, o castelo era segredo e decidiu ir secretamente lá, tinha a certeza de que estaria lá, ele próprio se refugiava no Castelo quando fazia das suas. Escapuliu-se sem ninguém ver e dirigiu-se para a praia. A noite já ia alta e o frio apertava ainda mais com o vento da praia.
Estava já a uns 50 metros do forte quando algo o fêz parar repentinamente.
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-12 08:45:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
Parte VI
Estava já a uns 50 metros do forte quando algo o fêz parar repentinamente.
Ouviu um barulho juntos às rochas, rápidamente refugiou-se na vegetação do denso arvoredo k se estendia ao longo do areal a fim se averiguar mais de perto mas em segurança, o tal barulho estranho.
Pela oco do barulho parecia-lhe pedritas a bater nas rochas juno ao mar. Será k é o André? - Pensou o Saloio. Nisto lembrou-se do sinal de presença k tinham combinado numa das suas reuniões no quartel general. Consistia em colocar uma erva, entre os dedos polegares, esticada, de maneira k parece-se vista de cima uma folha de papel e k ao ser soprada cria um som bastante alto. Este seria o sinal de presença de membros do seu bando.
O saloio assim fez, uma e duas vezes seguida, derrepente uma sombra mecheu-se junto às rochas. Tudo ficou silencioso, nem pedras a bater em pedras, nem assubios, apenas o som do mar a bater nas rochas. O saloio não sabia quem seria aquela sombra mas também não podia entrar depressa no quartel, pois poderia comprometer a localização do seu forte, não dosse o caso de estar a ser seguido.
Então decidiu esperar mais um bocado, para tentar descubrir quem era.
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-12 21:47:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
Parte VII
Com o frio a apertar o Saloio decidiu k era tempo de avançar. Lentamente aproximou-se das rochas onde ouvira o aquele som k o deixara em alerta e tal foi o alivio quando espreitou e verificou k aquela sombra k se movimentava junto às rochas várias vezes não passava de um pedaço de rede preso nas farpas de um pau k se movia sempre k o vento de mansinho lhe tocava.
Com a consciência mais tranquila o Saloio dirigiu-se então para a entrada do quartel. Quando entrou, encontrou logo o seu amigo a dormir encostado ao camping gás em cima de saco de rede daqueles k se uma para levar os legumes para o mercado. Tinha sido o To-zé k o tinha levado para lá numa tarde de Março, cheio de espigas de leite k tinham ido roubar ao campo do Sr. Alecrim.
Como a manhã ñ tardava em chegar o Saloio desligou o camping gás, deitou junto do André e ali passaram o resto da noite.
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-13 12:59:00
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Membro desde: 2009-01-02 11:31:00
parte VIII
A Dona Angelina passou a noite toda em branco sem dormir, pois o André nao voltou para casa. Ela só pensava " O que teria acontecido?", pois ele nunca tinha passado a noite fora de casa e ainda por cima sem jantar.Ela ontem nao tinha dito nada ao Tó , seu marido, pois ele já veio da taberna com um copito a mais e concerteza quem ainda tinha que ouvir era ela,mas ela nunca pensou que o André nao voltasse. Ela sabia como o filho tinha medo dela , mas ela também tinha que manter o respeito.Os primeiros raios de sol estavam a aparecer e ela resolveu ir até à beira mar, talvez ele tivesse ficado por lá , cheio de frio.Já estava preparada para sair quando ouve baterem à porta. A dona Angelina abre logo e dá de caras com a Dona Alda, com os olhos tao vermelhos."O que se pasa vizinha?, a Dona Alda comeca a chorar e entre os salucos diz, " o meu Saloio fugiu de casa".Dona Angelina nao queria querer no que estava a ouvir pois o seu André também tinha fugido, ou será que nao tinha.Ela conta à vizinha o que se estava a passar, quando aparece o Tó à porta com os olhos remelosos,´"Masque barulheira é esta?"...
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Membro desde: 2008-12-21 00:00:00
Parte IX
A dona Angelina e a dona Alda olharam-se com cumplicidade e a mãe do André disse, não é nada Tó a Alda quer ajuda com uns robalos. Desculpou-se assim e foi o melhor que fizeram pois o Tó não era para brincadeiras e então logo de manhã muito pior. Foram as duas rua abaixo em direcção à doca, sem dizerem mais nada, tal era a cumplicidade entre as duas e o Sr. Tó voltou para dentro de casa a resmungar qualquer coisa.
De certeza que o Saloio foi atrás do André disse a dona Alda já mais recomposta do choro. Sim, de certeza que sim mas para onde returquiu a outra e continuou dizendo: O filho da Marta será que também está com eles? Vou-lhe ligar.
Entertanto no "Quartel General" o Saloio e o André já tinham acordado há uma hora e estavam já no areal para se aquecerem com os primeiros raios de sol, pareciam ter esquecido a "alhada" em que estavam metidos, pelo menos por enquanto. O André tinha contado ao Saloio o que se tinha passado no pequeno armazém da mãe no dia anterior e discutiam sobre a melhor estratégia para se protegerem do bando dos raivosos. Nesse momento o André recebe um sms no seu telemóvel que por sinal estava a ficar sem carga.
Tirou-o do bolso e disse: é do Tó-Zé. Lê lê, disse o Saloio com ansiedade.
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-14 09:15:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
Parte X
Ele diz k a mãe do saloio mandou-lhe um sms a perguntar se sabia de ti. Diz o Saloio: Ohhh não!!! Não chegava já a tua mãe andar à tua procura e agora a minha também. André! Diz ao Tó-Zé para dizer à minha mãe k estou bem, k estou contigo e com ele. Aproveita e combina com ele um encontro dentro de 5 minutos junto ao cais atrás do barco avariado do Sr. Olimpio e k tenha cuidado para não dar de caras com uma das nossas mães. Já envias-te? já! diz o André.
Vamos André!! Temos k ir ter com o Tó-Zé e esperemos k nenhuma das nossas mães o encontre pelo caminho.
Quando chegaram ao cais já o Tó-Zé tinha chegado. Tentavam agora estruturar uma boa desculpa para darem a cada uma das suas mães, quando foram enterrompidos pelo sapo k tinha visto o Tó-Zé a correr rua abaixo e o seguiu.
Diz o sapo: Então André...ouvi dizer k tinhas desaparecido de casa...estarás com medo da tua maezinha ou não queres ir limpar a porcaria k fizes-te na barraca da tua mãe na venda do peixe...começando às gargalhadas. Diz o André: K estás tu a dizer? Tu e o teu bando de raivosos é k fizeram aquilo!- Começando a ficar irritado.
Diz o sapo: Pois, pois... isso é o k tu dizes e não tens como provar isso! Ehehheh agora estás tramado!!! Começando novamente às gargalhadas...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-14 12:40:00
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Membro desde: 2009-01-02 11:31:00
XI
O André fervia de raiva, aquele Sapo haveria de ver, nao ia ficar assim.Se o André e o Saloio imaginassem que as maes deles estavam tao perto deles, as suas preocupacoes seriam outras.Estavam ainda os três a discutir a melhor maneira da vinganca, quando a Dona Angelina e a Dona Alda comecam a correr e a gritar. " Os nossos queridos filhos, estao bem de saúde".O André e o Saloio nem sabiam aonde se haviam de meter, as coisas iam-se complicar, mas poruqe é que a vida tinha que ser tao defícil? Claro que depois de passar a emocao de verem os filhos bem, as duas maes comecaram a ralhar , " Voces imaginam a preocupacao que nós tivemos, toda anoite nao pregamos olho!". O André que era perita a inventar histórias comecou a dizer " mas mae eu cai para um buraco que à ai para os lados da praia velha" e o Saloio continuou " pois e eu fui à procura do André e também caí no buraco" e o Tó Zé " pois e eu hoje de manha ouvi a vossa conversa e pos-me à procura deles e encontrei-os, o buraco nao era assim tao grande , eles é que tiveram medo do escuro e acabaram por adormecer, nao foi André e Saloio?".Claro que os miudos nao estavam muito contente que o Tó Zé ficasse o heroi da história , mas o importante é que as maes esquecessem. A Dona Alda acaba por dizer " pronto , pronto, o importante é que estao aqui e bem , mas nao tornem a fazer o mesmo!", e a Dona Agelina aproveita logo para dizer " e para nao falarmos mais no assunto os três vao limpar o armazém e ajudar-me na venda do peixe pois já perdi muito tempo " . Os três miúdos lá foram e o André só dizia, "como é que nos havemos de vingar?"...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-15 08:28:00
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Membro desde: 2009-01-02 11:31:00
XII
Os miúdos lá fizeram a tarefa deles sem falarem muito durante todo o dia.A Dona Angelina já estava a estranhar e andava a falar com os seus botoes:" será que eles aprontaram mais alguma?Pois a desculpa deles nao me entrou bem no ouvido.Bem, bem eu nem quero pensar, já tenho tanto em que pensar...onde é que andará o meu Tó? Esse é que me anda a dar cabo do juizo, agora passa os dias na taberna, oh emus deus! aonde é que isto irá acabar?". O André andou todo o dia a magicar como havia fazer, ele sabia que o outro bando todos od dias tinham que ir ajudar na chegada dos barcos, a tirar o peixe e levarem-no à lota, e se eles os esperassem e roubassem o peixe, poderiam prendê-los com uma rede dos barcos , isso é que eles iam ter problemas...o André já andava com um sorriso e até comecou a assobiar. O Saloio pensava, o André anda muito sorridente para quem tramou tanta coisa e por causa dele é que eu estou aqui a trabalhar poderia estar agora deitado à beira mar...O Tó Zé esse estava a ficar bravo e achava o sorriso do André muito falta de gosto, ele que nao tinha tido nada a haver com aquela trapalhada e tinha que estar ali a trabalhar, ele que tinha sido um heroi pois tinha-os salavdo de uma grande caldeirada...Entretanto aparece o Pipas, "até que enfim que vos encontro.Andei oje todo o dia à vossa procura, esqueceram-se dos nossos planos, ou estao a fazer uma festa e nao me dizem nada?". Os três amigos tinham-se esquecido completamente do Pipas que ainda nao sabia nada das aventuras do dia anterior...
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-15 09:46:00
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Parte XIII
Então o Tó-Zé tomou a palavra e contou ao Pipas tudo o k se tinha passado e k devido a isso tinham k ajudar a Dona Angelina na barraca e na venda do peixe. O Pipas disse: Agora estou a perceber o motivo da vossa ausência. Ok pessoal! Eu resolvo já isto. Oh dona Angelina poderia-me emprestar os seus empregados para limparem a barraca da minha mãe, é k eles aqui estão a fazer um óptimo trabalho. Derrepente os três começam a olhar para o Pipas, como se o fossem fuzilar. A dona Angelina disse: Sim, é verdade estão a fazer um optimo trabalho. Muito bem meninos! Podem ir mas daqui a pouco vou lá ver se está bem limpo. Pelo caminho o André diz: K tás a fazer? Trabalhamos ali o dia todo e ainda nos queres pôr a Trabalhar! K amigo da onça! Calma rapazes!! -
diz o Pipas. Está tudo controlado. Eu passo a explicar: eu já limpei a barraca toda com a ajuda da minha irmã, por isso já não há nada lá para fazer. André, quando a tua mãe chegar lá, vai ver k vocês estiveram a trabalhar bem.
Diz o Saloio: E a tua mãe o k vai dizer se a Dona Angelina perguntar?
Diz o Pipas: A minha mãe não vai estar lá, ela foi passar uns dias a casa da minha tia Fernanda k está mt doente. Agora vamos para o cais, temos um assunto chamado sapo para tratar.
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Parte XIV
Isso é que é falar, disse o André mesmo durante a caminhada até ao cais não resistiu em contar aos amigos da ideia que tinha tido para se vingarem do bando do Sapo. Olhem, disse, eu tive uma ideia para tramar os raivosos só que é capaz de ser um pouco arriscada. André, sabes que o risco é o nosso lema disse o Saloio sem papas na língua. Ok, então é assim, amanhã de manhã quando eles forem ajudar o pai do Sapo a fazer o transporte do peixe para a lota, podíamos fazer desaparecer dois ou três bacias de fanecas, tenho a certeza que o senhor Dionísio põe o Sapo de castigo para o resto da vida.
Naquele momento chegaram à ponta do cais, mesmo junto ao farol. Dali via-se o imponente Forte que alberga o "Quartel General" do Bando da Praia, era já final da tarde e sentaram-se todos a pensar na proposta do André, ainda ninguém tinha aberto a boca para dar uma opinião.
Então, não dizem nada, disse o André um pouco desiludindo e encolhendo os ombros. Não sei André, disse o Pipas, e como esperas que ninguém nos veja? Sabes que a esposa do Sr. Dionísio fica sempre junto ao peixe para fazer a pesagem. Pois é, pois é, disse o Tó-Zé, a minha mãe também nunca sai de perto do peixe, acho que não é uma grande ideia, além disso, roubar é má onda. Pois, talvez tenhas razão, disse o André, e vamos então fazer o quê?
Eu tive uma ideia, disse o tozé, e se fossemos até ao forte e pelo caminho roubássemos umas tangerinas no Quintal da Rosinha?
Então roubar não era má onda, returquiu o André. Oh mas isto é diferente disse o Pipas, a Rozinha até gosta que lhe roubem fruta disse com arde troça e começaram todos a rir. Ok, vamos lá, ordenou o Saloio e largaram todos a correr cais a fora já com o sol a aproximar-se do horizonte.
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-16 11:30:00
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XV
Os quatro amigos estavam deitados debaixo da tangerineira a saciarem-se com as deliciosas tangerinas, quando de repente o Saloio, que era no fundo o mais calado deles os quatro diz "já sei como nos vamos vingar!", o Pipa olha para ele a sorrir e diz" foram as tangerinas que te iluminaram?", O Tó Zé e o André comecam às gargalhadas. O Saloio estava a ficar chateado de se estarem a rir tinham a mania por ele ser calado que nao era intelegente entao se deserrascassem sozinhos. O Pipas que estava a ver o beicinho do amigo diz-lhe " Saloio estava só a meter-me contigo , vá lá diz a tua luminosa ideia." O SAloio estava mesmo casmurro mas o André e o Tó Zé também se desculpam e o Saloio comeca a dizer " e se nós tirassemos umas cabecas de peixe e fossemos por nos quartos deles?" O André diz logo " mas estás a ficar maluco? como é que vamos ao quartos deles? e se alguém nos descobre?" O Saloio que tinha estado a matucar muito tempo sabia bem como havia de fazer, " enato à tardinha os homens vao para a taberna, as mulheres estao a acabar de arrumar os armazéns e O Sapo e o seu bando como sao mais velhos do que nós têm que deixar as redes preparadas para o próximo dia, eu acho que temos mais ao menos uma meia hora que é tempo suficiente" . O pipas poem-se a pensar " bom, bom a ideia nao é assim tao tola, mas nao sei...passado um tempo de silêncio o André diz " o que podiamos fazer era amanha vermos se dava mesmo, faziamos a experiência , e se realmente fosse possível daqui a dois dias atacava-mos! Porque eu nao gostaria nada de ter um quarto mal cheiroso." Os quatro amigos comecam-se todos a rir à gargalhada, já choravam de tanto rir quando de repente vêm a Rozinha a carrer na direccao deles com uma vassoura " ah meus malvados, sao vocês que me roubam as tangerinas?" Os amigos nao têm tempo para dizer mais nada, comecam a fugir...
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-16 13:02:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
XVI
Após a fuga inesperada da qintal da Rosinha pararam debaixo de uma oliveira k marcava o local onde os quatro amigos se iriam separar para tomarem rumo certo para casa.
Disse o Pipas: É aqui pessoal, é aqui k nos separamos. Amanhã vai ser um dia animado, começando-se a rir.
Diz o André: Ok, amanhã vamos verificar se esta nova teoria é possivél. Às dez da manhã vamos todos ter ao cais.
No dia seguinte, já todos estavam no cais menos o André k não tardou a chegar.
Diz o André: já andei a sondar e consigo arranjar as cabeças de peixe. fui pedi-las à minha mãe, disse-lhe k era para uma gata k tinhamos encontrado na praia e como a minha mãe quando se trata de animais não põe mãos a medir, disse-me logo k me arrajava algumas cabeças.
Disse o Pipas: porreiro, agora só nos falta o plano de ataque. Portanto, O André irá ter k se infiltrar no interior da casa, entrando epal janela da sala k está sempre aberta para arejar a casa, enquanto k eu vou distrair o cão de guarda com umas aparas de carne k já estão previamente encomendadas no Sr. Julião. O Tó-Zé e o Saloio irão fazer a vigilancia para nossa segurança. Cada um coloca-se numa ponta da rua e se vir alguém suspeio começa a assobiar, para nós abandonar-mos a missão.
Esclarecidas todas as duvidas, amanhã colocaremos nosso plano em prática...
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XVII
André mas hoje vamos só testar o plano como tínhamos combinado ontem, portanto as cabeças de peixe guarda-as no teu quarto para amanhã disse o Pipas e riram-se todos da graça.
Engraçadinho. As cabeças ficam no meu quintal dentro de um balde para apurarem o odor responde o André. a gargalhada foi geral, o plano era fantástico e estavam todos muito entusiasmados e ansiosos por ver a cara do malvado do Sapo depois daquela partida.
O Sapo dormia com mais dois irmão no mesmo quarto, um era gémeo embora tivesse um feitio diferente e fosse bastante mais magro que o irmão, por isso chamavam-lhe o Girino e o outro era o Zeca, o irmão mais novo. Andavam sempre juntos e faziam todos parte do bando dos raivosos, havia ainda um quarto elemento do grupo que era o primo Eduardo e que por vezes dormia com os três irmãos no mesmo quarto. Se os rapazes tivessem sorte, estariam todos juntos no dia em que iriam concretizar o seu plano, o que era mais que pefeito.
Então como fazemos, disse o Saloio, já é quase hora, o meu pai estava a saír de casa para a tasca por isso eles devem estar neste momento a preparar o barco do pai deles, vamos ao bairro deles testar o nosso plano?
O Saloio era o mais calado do grupo mas quando se tratava de bons planos era sempre o mais entusiasta e desta vez este plano tinha sido, como de costume, mais uma brilhante ideia sua.
Os outros concordaram todos em dirigirem-se para o bairro onde o Sapo morava que ficava perto da praia das rochas, eram uns 10 minutos a pé e para norte.
Iam todos entertidos a rever o plano quando do outro lado da rua vinham os três irmãos e o primo Eduardo. Oh não, são eles disse o André quase em surdina, escondemo-nos? Não, disse o Pipas, eles já nos virarm.
E tinha razão, não demoraram a mudar para o seu passeio para os atormentarem mais um pouco.
O Sapo, que era o líder natural do grupo, por ser o maior e mais bruto disse com a arrogância do costume: Então o que andam os filhinhos da mamã a fazer perto do meu bairro? Ninguem articulou uma palavra que fosse. Não dizem nada? Continuou. Já sabem que não vos quero ver por aqui, este bairro é o meu território por isso fora daqui, voltai pras vossas pocilgas e nisto começaram todos a rir e a empurrá-los para trás. O bando da praia, não tiveram outra alternativa senão obedecer e fugir na direcção oposta da casa do Sapo. Os raivosos ficaram atrás a regozijarem-se com a sua supermacia e começaram a trautear o que era uma espécie de grito de guerra, mas que não se percebia muito bem.
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-18 10:01:00
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XVIII
De repente o Tó Zé pára de correr e ainda a fogar diz " mas estamos a ser parvos, nós só fomos um pouco cedo demais". Os outros três estavam tao ofugantes que nem conseguiam falar. O Pipas diz " ès capaz de ter razao!". Entao os quatros amigos resolveram esperar um pouco e tornara a ir lá mas desta vez nao era nenhuma experiência concretizam logo o plano. O André foi o mais depressa que podia buscar as cabecas de peixe que tinha escondido no quintal, já cheiravam horrivelmente, o André nao conseguiu de deixar de dar um sorriso. Entretanto o Pipas, o Saloio e o Tó Zé já tinham chegado perto da casa so Sapo e o caminho estava livre, por isso o Tó Zé deveria de ter razao, eles só tinham chegado um puco cedo demais, hihi. O André chega e pergunta, "entao amigos, está o caminho livre?". " Psittt , fala baixo !", diz o Saloio. Agora só havia um problema quem é que tinha coragem de saltar a janela do quarto do Sapo que estava aberta e ir esconder as cabecas de peixe. De repente o Saloio diz " já chega de tanta discussao, eu vou lá". O Saloio lá foi muito devagarinho, os três amigos vêm que ele salta a janela e até ali nao havia problema, estavam a ficar todos contentes.Passaram-se 10 minutos e o Saloio nao havia maneira de voltar, mas o que é que ele estava a fazer? Será que foi descobnerto? Será que estava alguém no quarto? Eles esperavam mais 5 minutos e depois teriam que ir os três ver o que se passava...
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-18 11:53:00
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XIX
Passaram 5 minutos e o Saloio não apareceu.
O André disse: assim não pode ser, ainda vamos ser apanhados! Vocês ficam aqui a manter a vigilancia k eu vou buscar o Saloio. O André entrou no quintal e dirigia-se em direcção à janela quando o Saloio saltou para fora e os dois sem dizerem uma palavra voltaram rapidamente para a rua.
Diz o Pipas: K andas-te a fazer?
O saloio responde: Vamos sair daqui rápidamente k eu já vos conto tudo.
Quando saíram do bairro, o saloio tomou a palavra e disse: Demorei mais tempo porque estive a esconder bem as cabeças de peixe. Aquele quarto vê-se bem k é de rapazes, todo desarrumado, lixo e roupa no chão, quanto sentirem o cheiro do peixe vão dormir ao relento. Portanto eram três cabeças de peixe. Uma delas pu-la debaixo do guarda fatos, bem lá no fundo encostado à parede. Outra metia dentro de uma sapato k estava lá arrumado, pelo aspecto devem ser de festa, muito limpinhos e brilhantes e como tão cedo não vai haver festas por aqui ninguém o deve usar. A ultima é k ficou mesmo bem guardada. Nisto começa-se a rir...Encontrei lá um rádio igual ao k o meu pai tem em casa, de ligar à eletrecidade, mas k na parte de trás tem um compartimento para meter pilhas grandes. Tirei a tampa e guardei lá a ultima cabeça, essa vai lhes dar mesmo cabo da cabeça só para a encontrarem.
Nisto começam-se todos a rir...
Diz o Tó-Zé: Boa, boa, estão mesmo bem escondidas!!!
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Parte XX
Enquanto caminhavam de regresso ao seu bairro, pela rua junto ao mar, o Pipas lembrou-se que talvez fosse melhor irem por outro caminho para não correrem o risco de se encontrarem novamente com os Raivosos. Todos concordaram e cortaram pela primeira viela para o interior da vila.
A maior parte das ruas mais pequenas não eram iluminadas naquela Vila mas não não tinham medo do escuro. Demoraram mais uns minutos a chegar a casa mas ninguém deu por nada. O André ao chegar a casa, deu-se de caras com o Sapo e o resto do Bando mesmo na entrada de sua casa. Parou por uns segundos, poderia entrar pela janela do seu quarto mas depois pensou: "Estou na minha própria casa, aqui não me podem fazer mal... mas o que estarão aqui a fazer...". Ao chegar perto deles, que estavam todos sentados junto à sua porta, o Sapo diz:
-Olha o menino mimado!
-Que estão vocês aqui a fazer? Agora também me vêm atormentar na minha própria casa?
-Não, não te preocupes, aqui em casa estás a salvo, por enquanto..
E riram-se todos com risos irritantes que o André já conhecia.
O sapo continuou a sua explicação:
-Viemos com o meu pai, ele está lká dentro a falar com o teu, mas tem cuidado qu já beberam os dois uns copos a mais, Ah ah ah.
O André já tinha medo de entrar, mas tinha que ser... Dirigiu-se para o puxador da porta e,
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-20 14:16:00
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XXI
entrou, lá dentro estava tudo muito animado, até parecia que naquela casa nao faltava dinheiro, a mae é que nao ia ficar nada contente quando os visse assim.
-Boa noite
-Boa noiteee ah ah boa noite
-Vou para o quarto.
O André foi para o quarto e pos-se a pensar que o dia tinha corrido muito bem, a vinganca estava feita e aquele grupo de raivosos, iam ter maus cheiros...o André adormeceu e a mae mais tarde quando o foi para ir chamar para jantar resolveu deixa-lo dormir pois ele tinha um a cara de estar a descansar.
No outro dia os quatro amigos acordaram muito cedo estavam todos desertos para ver se conseguiam ouvir alguma coisa , e nao foi preciso as maes mandarem-nos ir para a armazém que eles foram todos de boa vontade. O primeiro a chegar foi o André , logo depois chegou o Saloio, e uns cinco minutos depois apareceu o Pipas e o >Tò Zé
-Entao já os viram?, perguntou o Tó Zé.
-Nao , nao mas eles nao tardam aí, ahah. respondeu o André
E acabado de dizer e apareceu o bando de raivosos, todos com uma cara, o Saloio teve a coragem de lhes perguntar.
-Mas que cara, parece que tiveram uma má noite.
O Sapo anda sempre em frente com o seu corpalhasso
-Sai da frente ou levo-te de rastos...
-Mas que má disposicao...
E eles lá continuaram a andar a resmungar qualquer coisa.Os amigos foram ao seu trabalho a rirem à gargalhada. A meio da manha apareceu a dona Angelina e virou-se para o André.
-André tu nao tens nada a ver com o que se passa com o Sapo pois nao?
-O quê mae?
-Parece que o quarto deles têm um cheire-te e encontrarao uma cabeca de peixe debaixo do gaurda vestidos, mas o cheiro nap passa.
-Eu mae!? Está a sonhar, eu nunca fazia um acoisa dessas...
-E os teus amiguinhos?
-Nós ontem andamos sempre por aqui a mae é testemunha e pergunte à dona Alda.
-Hoje quero que estejas em casa ao meio dia tenho um assunto para falar contigo.
O André estava todo pensativo, ele nao tinha feito nada desta vez, era esquiisito a mae querer falar com ele, bom era quase meio dia e ele pôs-se a caminho, encontrou os amigos que iam todos para casa as maes também queriam falar com eles, isto estava tudo muito esquisito...
O André chegou a casa e sentou-se logo na mesa, passado pouco tempo apareceu a mae , o pai e o irmao.Desta vez era assunto sério.O pai comecou a falar:
-André , Mário, como vocês sabem isto das pescas está mal por aqui, e fizeram uma proposta de irmos num barco grande à pesca do bacalhau, eu o pai do Saloio, Pipas, Tó Zé, Sapo e estamos a pensar levar-vos conosco, pois nao temos dinheiro para pagar a nmais homens e vocês já sao um aboa ajuda...
_O quê pai? Você deve estar a sonhar eu nao vou no mesmo barco do Sapo, name pensar!
-Tu nao tens quere nem meio querer, daqui a dois dias abalamos.
-Mae , oh mae!
Dona Angelina nao conseguia falar poiis as lágrimas escorriam-lhe pela cara, ela nao gostava nasa daquela ideia, ainda por cima iam os seus três homens, mas o que ela podia fazer eles estavam quase a perder a casa e por estas bandas estava cada vez pior.
O André saiu a correr de casa e dirigiu-se para casa do Pipas...
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-21 09:20:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
XXII
A correr... num instante se pôs em casa do Pipas.
Encontrou o Pipas sentado nas escadas da entrada. Então já sabes das novidades - diz o André em tom fraco.
Sim já sei e não gostei nada do k soube, responde o Pipas. Tantos momentos passados na praia a brincar, a pregar partidas ao sapo e agora, vamos ter k ir todos no mesmo barco para trabalhar. Oficialmente já está a nossa sentença dada, acabou-se a boa vida!
Diz o Andre: Estou a pensar num plano para não ir, mas no momento não me ocorre nada de jeito, uma coisa é certa quem não gostaria muito dessa ideia era o meu pai. Não sei se me quero arriscar a levar uma tareia do meu pai, pois ele tem a mão pesada.
Vou ter com o Saloio e com o Tó-Zé ver o k eles dizem.
E de mão nos bolsos e com os ombros encolhidos caminhou em direcção à casa do Saloio.
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Membro desde: 2008-12-21 00:00:00
XXIII
O Pipas nem se conseguiu levantar para acompanhar o amigo, estava de tal forma desolado que não conseguia mexer um músculo. Só lhe apetecia chorar, não era justo, ainda eram crianças e já tinham que abalar para a dura faina da pesca.
O André continuava a sua reflectida caminhada, embora estivesse muito triste, ainda não tinha desistido e a sua cabeça não parava de pensar para engendrar um plano. Não ia ser fácil, ele já sabia disso.
Caminhava devagar pela rua das árvores onde se constumava encontrar com os amigos e jogar à bola, embora a última vez que ali tivesse estado a brincar tivesse sido há uns dias, parecia-lhe coisa do passado, certa que era a ida para a pesca. De repente aparece à sua frente o Saloio e o Tózé, vinham os dois a correr e pararam à sua frente, olharam-se e o Tó-Zé disse:
-Os teus pais também querem q vás?
-Sim.
Respondeu o André com cara triste. O Tó-zé não parecia tão abalado e disse de repente.
-Temos um plano para não irmos.
-Vocês os dois?
-Sim. Disse desta vez o Saloio. -Estivemos a conversar enquanto vinha-mos para aqui e já sabemos o que fazer.
-E então?
-Vai chamar o Pipas e vinde os dois ter ao Quartel General, e falamos lá. Ah, tenham cuidado para não serem seguidos.
-Ok, até já!
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-23 10:24:00
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XXIV
O André correu o mais depressa possível para ir chamar o Pipas.Chegou e o Pipas ainda estava precisamente no mesmo sitio e da mesma maneira o André até se assustou pois ele nem mexia os olhos:
-Pipas, oh Pipas!
-Nao me chateies , eu morri!
-Pipas deixa-te disso, vem o Tó Zé e o Saloio estao à nossa espera no quartel general, eles têm uma ideia para nós nao irmos.
-Achas que é possível?
-Vá lá anda! Ao menos vamos ouvi-los e depois decidimos, eu faco tudo para nao ir acredita.
Lá foram os dois, nao foram a correr e foram pelas ruas mais escondidas para ninguém os ver. Chegaram e o Saloio e o Tó Zé já estavam lá dentro e tinham posto umas bolachicas em cima da pedra que era a mesa deles e estava a aquecer àgua para fazer um chá.O Pipas nao conseguia esperar e diz:
-Entao é para hoje ou para amanha?
-Tá bem, tá bem, diz o Saloio.
-Nós pensamos que temos duas hipoteses de nos escaparmos.
-Duas!? Pergunta o André.
-Sim , sim.Ora eu digo a primeira, voces sabem como a professora Dona Maria está sempre atrás dos nossos pais por causa da escola, porque nós deveriamos de ir à escola faltamos muito, bom se fossemos falar com ela dizer que nós gostamos muito da escola e que os nossos pais é que nao nos deixam ir , eu sei que ela pode arranjar maneira de irmos para um internato...
-Tu deves estar doido para o internato é que eu nao vou, antes prefiro ir coo meu pai. Diz o André.
-André tu nao estás a ver bem o filme pois nao?
-Nao, nao estou!
-Nós iamos para o internato e depois dos nossos pais abalarem fugiamos para aqui outra vez as nossas maes iam ficar contentes.
-E a outra vossa brilhante ideia?, pergunta o Pipas.
-A outra, continua o Tó Zé, a outra e esta noite fazermos um saco com comida e àgua e mais uns cobertores e virmos escondermo-nos aqui, de certeza que ninguém nos viria procurar e sao só dois dias, os nossos pais tem que abalar conosco ou sem nós pois eles assinaram um papel.
Passado alguns minutos de silêncio o Pipas retorna a palavra...
Autor: Claudio Fernandez(kemon_3)ver perfil do autor Data: 2009-01-23 12:56:00
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Membro desde: 2009-01-06 21:48:00
XXV
É assim pessoal. A ideia de irmos falar com a professora não me agrada muito. Nunca gostei dela e recuso-me rebaixar perante ela, desculpem lá mas eu sou uma pessoa orgulhosa. tentem entender, se o fizesse estaria a contradizer todos os meus idialismos. Portanto sou a favor de acampar-mos aqui no quartel uns dias.
Diz o tó-zé: eu alinho.
Diz o André: eu também! Não quero problemas com a professora, ela tem muita mania.
Diz o saloio: Ok, sendo assim eu também não me importo de alinhar, estamos todos no mesmo barco!
Diz o Pipas: e quando vai ser?
Diz o Saloio: Vai ser esta noite. Quanto mais depressa melhor. É k se nos apanham de jeito estamos tramados k temos de ir.
Diz o Pipas: Então, vamos lá preparar os sacos, temos de ficar aqui pelo menos dois dias.
Diz o Saloio: Por volta da meia noite encontramo-nos aqui.
Os quatro amigos dirigiram-se cada um para sua casa para fazerem o combinado.
Por volta da meia noite...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-27 18:00:00
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XXVI
Nao tinha sido nada fácil ter feito um amochila sem a mae dar por nada e ir buscar comida que está mais que contada, mas valeu a pena, ia a pensar o Saloio, pois que andar no escuro em direcao ao quartel general nao era coisa para medricas, e apilha que ele levava consigo só a queria acender quando tivesse deixado a povoacao...Ele chegou e os outros três já lá estavam, todos dentro do seu saco cama:
-Estavamos a pensar que tinhas desistido!, diz o Pipas.
-Achas que eu desistir!? Hoje o meu pai estava defícil de ir para a cama, acho que cada vez ele está mais chato quando bebe uns copos...
-Entao o que treuxes-te para comer?, pergunta o André.
-Nao me digas que já tens fome? pergunta o Saloio a sorrir
-FOme, fome, nao é bem assim é só um burraquito que eu tenho aqui na barriga...
-Pronto eu tiro umas bolachitas que barrei com manteiga...
Os quatro amigos ficaram a conversar até de madrugada, claro que quando o sol apareceu eles aindam dormiam um sono profundo, o mesmo já nao se podia dizer da Dona Angelina, que já nao sabia outra vez aonde andava o filho.Será que ele hoje se levantou mais cedo e já foi para o armazém?Ela tinha que se despachar o mais rápido para ir ver o que se passava, mas desta vez ela nao ia rallhar pois ele só estava mais dois dias em casa e depois, Dona Angelina nao conseguia esconder as lágrimas que brotavam em querer sair...Ela ia a chegar ao armazém confiante que o André já lá estaria quando se aproxima a Dona Alda, a DOna Margarida e a Dona Rita:
-Viste os miudos Angelina?
-Os miudos?
-Sim os nossos filhos, eles já nao estavam em casa e nós ficamos a pensar que tinham ido chamar o André e andem a preparar mais um,a das suas
-Nao nao vi e o meu André também já nao estava em casa
Dona Angelina já estava toda enervada o que é que eles se tinham lembrado desta vez,
-Vem ali o Sapo, talvez ele saiba alguma coisa.
-Sapo, viste o André, o Pipas, O Saloio e p Tó Zé?
-Eu nao vi ningue´m e nem me interessa onde essas ratazanas estao.
-Sapo estás doido, perdes-te o respeito por quatro senhoras? pergunta a Dona Margarida.
-Nao me chateiem, por mim também ninguém tem respeito...
As quatro senhoras resolveram comecar o trabalho, pois estava mais que visto que os miudos hoje iam chegar mais tarde...
Mas a manha passou e a tarde já estava aquase a acabar e eles nao apareciam, Dona Angelina tinha um mau pressentimento...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-01-30 19:47:00
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Membro desde: 2009-01-02 11:31:00
XXVII
Dona Angelina arrumou tudo o mais depressa que pode e já estava para se preparar para se ir embora quando ouve a Dona Alda:
-Angelina, achas que se passou alguma coisa?
-Nao, Alda, nao acho.Acho que eles nao querem ir com os nossos homens, e no fundo de mim mesma estou contente.
-Mas quando eles souberem , olha só espero que nao os encontrem pois acontece uma desgraca, ah meu deus!
-Alda vamos para casa e veremos o que está para vir...
Os quatro amigos tinham acordado já de tarde , tinham comido um bocado de pau com peixe seco que o André tinha levado e tiveram toda a tarde a jogar às cartas, tinha sido uma tarde muito devirtida, eles até se tinham esquecido porque é que ali estavam.
Dona Angelina chegou a casa e o marido que se estava apreparar para ir para a taberna perguntou-lhe pelo André, ela respondeu-lhe que pensava que ele já estava em casa, assim nao tinha mentido mas também nao tinha dito que nao o tinha visto desde ontem e foi-se por a arrumar a casa.
Já estava a anoitecer e o Pipas estava muito pensativo,o Saloiio pergunta-lhe:
-O que se passa ficas-te muito calado?
Eu só tenho medo que o meu pai comece a bater na minha mae se ficar chateado alguém vai apanhar.
-Nao tinha pensado nisso, mas nao, diz o Tó Zé, eu sei que o teu pai tem a mao leve mas ele nao faz isso.
-Nunca o viste quando chega da taberna e está chateado o que estiver perto apanha.
-Amanha à noite já se vao embora, diz o Saloio, se calhar nem dao pela nossa falta.
Eles nao sabiam é que a Dona Margarida tinha uma lingua muito grande e quando chegou a casa a primeira coisa que perguntou ao marido foi se tinha visto o Tó Zé durante o dia e marido tinha-lhe respondido que pensava que ele tinha estado todo o dia ao pé dela, mas eu vou à taberna falar com os outros, desta vez nao vai ficar assim, e abalou...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-02-04 16:18:00
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Membro desde: 2009-01-02 11:31:00
XXVIII
ele foi todo o caminho a resmungar até chegar à taberna, estava todo chateado, os miúdos pensavam o quê?, pois nao pensavam nada. Chegou e primeiro pediu um copo de vinho, depois virou-se para os outros e diz:
-Voces sabem dos miúdos?
-Devem andar por aí, diz o pai do André.
-Nao, nao, eles hoje nao tiveram a ajudar as mulheres e a minha Margarida disse-me que desde ontem á noite que nao sabem nada deles...
-Oh Joaquim deixa-te diiso, anda jogar uma sueca.
-Jogar uma sueca? achas normal que eles desaparecam assim?!
-Eles só tem hoje amanha vao para o mar conosco concerteza que andam na praia a fazer das suas, nao te preocupes, vá toma lá mais um copito.
-Se calhar tens razao, mas isto nao fica assim...
Os quatro amigos estavam como reis no seu quartel, tinham comido uma fruta e agora estavam a jogar á mimica e fartavam-se de rir, entao como só tinham a luz do candeeiro a gaz era de partir a rir, o Pipas até chorava de se rir tanto
-Ahhh! ahhhh!
-Tu viste aquilo Saloio ahhhh! ahhh! um elefante parecia era uma cobra...
E lá se continuavam a rir. Dona Angelina é que nao tinha sossego, mas onde é que eelss estariam? Ela já tinha reparado que tinham havido ali uns ratitos que tinham levado comida, ela sabia que tinha sido o André e agora tinha mais do que a certeza que os miúdos se tinham escondido para nao irem com os pais para o alto mar, aqueles homens ainda pensavam que estavam no tempo em que elees eram peuqenos, ela já achava mal eles faltarem tanto à escola e a professora tinha-lhe dito que o André era muito intelegente, ela só ouva a Dona Alda
-Angelina estás a í?
-Estou aqui no quarto dos miúdos Alda.
-Oh Angelina eu nao tenho descanso, o que será feito dos miudos?
-Nao te preocupes eles estao todos juntos, amanha eles vao aparecer eu só espero que os homens abalem sem eles
-Deus te oica , deus te oica. E abalou..
Era noite bem escuro e os quatro amigos, Saloio, Pipas, André e Tó Zé tinham adormecido e estavam num sono profundo quando o André acorda com a voz de alguém que vinha da rua.Acordou logo os amigos e fez-lhes:
-Psiiit
-O que se passa André es tava a dormir tao bem-
-Está alguém lá fora, nao ouvem...
-Realmente André, parece a voz do Sapo, diz o Saloio
-Do Sapo!, diz o Pipas...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-02-13 17:23:00
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XXIX
O Tó Zé resolveu ir espreitar muito devagarinho, e mais perto já percebia o que ele dizia , mas ele devia estar sozinho porque só se ouvia uma voz...
-era só o que faltava ir para o alto mar! o meu pai desta vez é que passou completamente, acho que o alcool lhe consumiu os neurónimos, deixar as minhas coisas, os meus amigos, a minha mae, eu nao quero ser pescador quando for grande, daqui a mais 4 anos fujo de vez, isso é que vai...
O Tó Zé nao queria acreditar no que estava a ouvir, nao conhecia esta faceta do Sapo, aquele que era o mau que batia em todos , que parecia nao ter medo de nada, e agora estava ali quase a chorar...ele voltou muito devagarinho e num sussurro contou aos outros o que tinha ouvido, ficaram todos em silêncio, porque ficaram todos sem saber o que dizer, porque aquele nao era realmente o Sapo que andava sempre a fazer -se de mau,e que tinha um bando...passado algum tempo o Pipas disse aos outros,
-o melhor ´´e nós aparecermos e trazermo-lo para aqui...
-Tu de´ves estar é maluco!, comenta o Saloio
-Psitttt! faz o André
Dona Angelina que nao tinha pregado olho, resolveu levantar-se e fazer um café, também mais uma hora e ela tinha que ir para o armazém, ontem sem a ajuda do André ficou ainda algumas coisas para fazer. O que é que o Tó vai dizer, ela ontem já nem falou com ele , mas como ele regressou a casa nem valia a pena só se iam era chatear, aquele Tó mudou tanto desde que eles se casaram, ele nao bebia assim ...ela nao conseguia perceber porque é que ele tinha que beber tanto, claro que o dinheiro faltava, o trabalho nao existia, mas o alcool também nao ajudava nada, já nem se podia conversar com ele, e só por essa razao é que ela estava toda contente por ele ir para alto mar, talvez ele voltasse a vir o seu Tó que ele sempre gostou tanto, mas levar-lhe os filhos, isso é qu ela nao concordava, Dona Angelina estava nestes pensamentos quando de repente só ouve alguém a bater com tanta forca na porta
-Abre a porta compadre, abre!
-Dona Angelina abre a porta e dá de caras com a Dona Margarida e com o Sr. Joaquim
-Mas o que se passa aqui, voces quase que davam cabo de mim com o susto que eu apanhei...
-Está aqui o meu Tó Zé?
- O seu Tó Zé? O compadre nao está bom.
-POis nao estou já ontem ´ninguém o viu durante todo o dia e hoje ele nao dormiu em casa
Com aquele barulho era impossível que o Tó nao acordasse, e agora é que ela nao podia esconder durante mais tempo, ai meu deus o que iria ser agora, ela só esperava que os miúdos tivessem encontrado um bom esconderijo, que ninguém os encontrasse.
Nisto o Pipas diz aos amigos
-Vamos todos juntos até lá fora, o Sapo pode ter sido muitas vezes mau , injusto conosco, mas ele também nao quer ir, alguma coisa está de acordo conosco.
-Pronto tá bem, mas depois nao te queixes
-è isso nao te queixes mais tarde.
-Eu concordo, nisto estamos todos juntos, diz o André
E apareceram ao mesmo tempo junto ao SApo
-Oi SApooooo
O Sapo deu um pulo e só gritava
- nao me facam mal, nao me facam mal!
Ele nao tinha reparado quem eram os quatros, também aparecerem assim com eles apareceram, era mesmo de malucos, que susto
os quatro amigos fartavam-se de rir,
-isto ainda é melhor do que o jogo de ontem à noite, ahhhh, dizia o Saloio
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XXX
O André ia falar mas o Saloio sobrepôs-se, dizendo: - Estamos aqui para nos escondermos dos nossos pais.
Êvitou assim que o André por erro comprometesse o quartel general.
-Também eu, disse o sapo baixando a cabeça, nem parecia o mesmo diabrete que conheciam e os injuriava permanentemente. Vim para aqui sozinho e nem comida trouxe, continuou. Os amigos olharam uns para os outros, O TóZé, pensou que era um erro convidá-lo para ficar com eles, e disse:
-Tenho uma ideia, vamos todos para a praia e comemos lá qualquer coisa, vão indo enquanto eu vou buscar o saco com a comida.
Os amigos compreenderam perfeitamente a ideia do TóZé, uma coisa era ajudar o Sapo, outra era mostrar o esconderijo ao pior inimigo. E os três, encaminharam o Sapo para a praia por entre algumas pedras grandes, a pressa era tanta que pelo meio o Saloio caiu numa fraga e soltou um grito de dor. O Tózé acabava de chegar à beira deles com uma mochila às costas e correu para junto dos outros.
-Ai, Ai!!! ajudem-me por favor, fiquei com a perna presa. O Saloio não se costumava queixar por nada, portanto devia ser grave. O Pipas era o mais preocupado, perguntado sem descansar se estava bem. -Estás bem Saloio? Eu ajudo-te segura-te ao meu ombro.
-Não consigo, doi.me imenso, acho que parti o pé. Aiiiii!
Este último grito foi o André que decidiu puxar pelo amigo em agonia com força para o libertar da prisão. Com o Saloio sempre a queixar-se mas cooperante, o André e o Pipas içaram-no pelos braços e terminaram a descida pelas pedras com todo o cuidado até à praia. O Sapo mantinha-se afastado, não estava habituado a ajudar os outros e sentiu-se envergonhado pelo acto de entreajuda do Bando da Praia. Seguiu o tranporte do Saloio até o deitarem na praia e disse: -Eu vou embora. vocês ficam bem?
Olharam uns para os outros incrédulos pela atitude, mas depressa perceberam que o Sapo era mesmo assim e não ia mudar, nem perante a dificuldade pela qual estava a passar.
-Sim, ficamos, disse o Tozé, ao mesmo tempo que pousava o saco no chão.
O Sapo não se fez rogado e deitou a correr prai fora em direcção À Vila.
O Saloio ainda gemia, estavam todos sem saber o que fazer, o André tentou tocar-lhe no pé magoado mas foi imediatamente repelido com um gemido mais forte.
-Não me toques, deve estar partido, doi-me imenso e não o consigo mexer. A situação era grave, não havia dúvidas, por momentos, o problema da ida para o mar deixou de estar presente nas cabeças do Bando da Praia. Tinham que ajudar o amigo, só isso importava.
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Parte XXXI
Com a algazarra que a dnª Margarida e o Sr. Joaquim estavam a fazer, o Tó acordou e não tardou a aparecer escadas abaixo ainda a esfregar os olhos, cheio de sono que estava. Pensava para si que tinha a ida para o mar e nem o deixavam descansar em condições. O sr. Joaquim mal o avistou no último vão das escadas, virou-se logo a perguntar num tom ameaçador para o amigo.
-Onde está o meu tozé?
-Que tozé? O teu rapaz?
-Sim, de certeza que está com o teu, devem estar a tentar escapar-se para não abalarem no navio, mas não se safam, se os apanho vêm os dois pelas orelhas.
-Não está aqui Joaquim. E virou-se para a Dnª Angelina. -Onde está o rapaz Angelina?
-Não sei Tó, não o vi ainda. Já fui ver e também não está no quarto.
-Esses rapazes pensam que vão viver a vida sem trabalhar mas eles vão ver. Pensam que a vida é um mar de rosas...
Nisto vira-se escadas a cima para se vestir enquanto o Sr. Joaquim ficou a resmungar palavras de aprovação. A Dnª Angelina e a Dnª Margarida estavam com as lágrimas no canto do olho e divididas entre os maridos e os filhos. Tinham a certeza que eles se esconderam para escaparem mas se fossem apanhados teriam de ir à força e se não fossem apanhados, teriam que aparecer e os pais não iriam ficar longe de casa para sempre. Nisto, à dnª Angelina gelou-se-lhe o sangue, lembrou-se que eles poderiam ter fugido para longe e para sempre. Não seria a primeira vêz que rapazes de tenra idade fugiam para fora do país ajudados por redes de emigração clandestina. Margarida, anda comigo ali à cozinha, pediu a dnªa Angelina.
Foram as duas e saíram para as traseiras da casa por uma portinha que dava o acesso atravéz da cozinha. Angelina olhou para todos os lados e disse à amiga em sossurro:
-E se eles fugiram do país para escaparem?
-Mão me digas uma coisa dessas, achas que eram capaz disso? O meu Tozé gosta tanto de mim.
E começou a chorar. A dnª Angelina estava a fazer um esforço sobrehumano para não acompanhar a amiga no desespero daquela ideia aterradora. Perderem os filhos pela teimosia dos maridos.
-Não Margarida, não creio. Não vamos por-nos aqui a chorar sem sabermos ainda o que se passou eu nem te devia ter dito esta barbaridade!
Abraçou a amiga e ainda foi pior. A dnª Margarida quando se sentiu abraçada chorou ainda mais mas a Angelina conseguiu recompô-la ao fim de algum tempo.
Quando chegaram ao wall de entrada onde estava o Sr. Joaquim, já vinha o Tó a descer escadas abaixo equipado para uma rusga à procura dos filhos...
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-02-19 07:39:00
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XXXII
O Sapo que tinha abalado a correr, só parou quando perdeu o fôlego, ele mal conseguia respirar, ele tinha sentido um aperto ver como aquele bando era unido, os amigos dele que ele chamava amigos só estavam com ele para o mal, para ajudar fugiam a sete pés.Quando ele foi pedir ajuda para o esconderem tracaram as pofrtas a dizerem que nao o tinham visto, aquilo é que era amigos! E se eu os ajudasse podia ser que eles me deixassem pertencer ao seu bando, e poderiamos esconder-nos juntos, mas como? De repente ele lembrou-se do "Bruxo", era assim que lhe chamavam o Sapo nem sabia bem porquê, pois ele era um amigo do Sapo, o velhote que vivia para lá das falesias no outro lado da praia aonde ninguém ia.Ele vivia numa cabana com as suas ervas e haviam pessoas que o procuravam à procuradas suas mesinhas, ele podia ajudar o Saloio, eles nao podiam ficar lá escondidos mas o Sapo decidiu ir buscà-lo...
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Parte XXXIII
Os amigos estavam longe de saber que o Sapo se preparava para os ajudar. Estavam ainda com o Saloio a pensar no que iriam fazer a segui, o pé do Saloio tinha começado a ganhar inchaço e estava a ficar preocupado. O Pipas estava a ficar desesperado por ver o amigo assim e disse:
-Temos que o levar para casa, é a única solução.
Todos os amigos acharam muito má ideia.
-Eu levo uma tareia do meu pai, disse o Saloio.
-Pois, eu também e vamos para o mar, diz o André.
O Tozé, disse:
-Pois para casa também não podemos ir, eu podia ir a casa chamar a minha mãe, se conseguir encontrá-la ela podia-nos ajudar, tenho a certeza que ela concorda connosco porque me dedendeu quando o meu pai falou do asunto à mesa.
-Tu tens a certeza de que é boa ideia. Se achas que sim vai lá porque eu não aguento mais as dores.
O Saloio era talvez o mais rijo do grupo e para falar assim é porque o caso era mesmo grave, o que preocupava ainda mais os amigos.
-Ok, vai procupara atua mãe, eu vou contigo, disse o Pipas
-Ok, vamos.
-Eu fico aqui com o Saloio. vocês vão. Rápido!
Esta última frase, o André, disse-a já a gritar porque os dois amigos já corriam areal fora e só acenaram com a cabeça por cima dos ombros.
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-02-24 16:17:00
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XXXIV
O André e o Tó Zé lá foram a correr o mais depressa que podiam, a meio caminho tiveram que parar sem fôlego e viram lá ao longe que vinha um grupo grande de pessoas,
-Tó Zé vem lá tanta gente?
-è verdade, eu estou a ficar com um mau percentimento...
-Achas que devemos continuar?
-Vamos esconder-nos nos rochedos e podemos ouvir o que dizem e depois decidimos, mas o Saloio está aleijado...
-Pois mas eu para o mar nao quero ir!
Eles corerrem até aos rochedos e claro que o grupo era os pais, as maes, meia aldeia que vinha há procura dos cinco miudos desaparecidos, pois até à noite já nao eram muitas horas e havia tanta coisa a preparar ,
-Aqueles malvados desta vez nao se escapam de uma tareia, e depois..., dizia o pai do Tó Zé.
-Depois atamo-los ao barco até termos abalado, dizia o Tó.
As mulheres só choravam, já tinham visto os homens enraivecidos, mas nao como desta vez., perecia que o diabo lhes tinha entrado no corpo, de repente diz a dona Angelina à dona Aldaco
-Boa ideia Angelina.
As mulheres abalaram a correr em direccao À igreja, pois já nao sabiam o que fazer.
O Tó Zé e o André estavam a chorar , tinham ficado sem palavras, como é que os pais podiam ser tao cruéis, como, e o que faziam como Saloio,.Resolveram voltar para trás e esconderem-se no quartel e depois tinham que pensar muito numa solucao, mas o importante era nao abalarem.Quando chegaram o pé do Saloio já era quase três vezes maior do que quando eles abalaram,
-Entao onde está a tua mae?, pergunta o Pipas
Eles comecaram a chorar e ninguém percebia o que diziam , a choarar e a falarem ao mesmo tempo,
-O Pipas grita " Um de cada vez!"
O Tò Zé lá contou o que ouviram entre lágrimas.O pipas toma uma resolucao:
-Vamos voltar para o quartel , quem é que vai buscar um saco de cama para transportarmos o Saloiio?
-Eu vou diz o André.
-Despacha-te nao tarda muito estao aqui os nossos pais.
O Saloio comeca a gritar.
-Hai! Hai! Desta é que eu morro!
-Pára com isso tu nao morres, mas tens que sofrer mais um pouco.
Eles estavam tao concentrados em nada, que nem deram por o Sapo e o "Bruxo" se aproximarem, por isso podem imaginar o salto que nao deram assustados,
-Entao o que se passa com o vosso amigo?, pergunta o velho
-Ai ! Tu SApo?pensei que já estavas no barco para partires?...
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XXXV
-Mudei de ideias e decidi pedir ajuda ao Bruxo.
O Bruxo era uma personagem caricata, barba comprida e espessa grisalha, o cabelo pelos ombros a saír debaixo de um gorro negro, um casaco escuro tipo kispo e comprido. Era uma personagem que metia medo ao Bando da Praia mas dava-se bem com o Sapo.
O Bruxo aproximou-se so Saloio, sem dizer uma palavra que fosse e pôs as mãos no inchaço, o Saloio nem ousou fazer um gemido, tal era o medo que tinha do Bruxo, ouvira contar histórias de maldades que fazia às crianças da sua idade. O Sapo, parecia mais gentil e mudado que nunca e disse: - Não tenham medo, o Bruxo não é como vocês pensam, as pessoas é que são muito injustas com ele.
Passados uns largos segundos o Bruxo disse:
-Humm.... Não é grave, vamos levar-te para a minha barraca e eu trato-te disso.
Ficaram todos tensos naquele momento, ter ali o bruxo já metia medo, e então ir para a barraca dele era o pior que lhes poderia passar pela cabeça.
-Vamos lá, vamos sempre junto à praia, todos juntos não custa nada. Disse o Sapo.
Os amigos olhavam uns para os outros sem saberem que decisão tomar. Era notório que o amigo precisava urgentemente de ajuda e o Bruxo, apesar de ser uma personagem temida por eles, não deixava de ser um adulto. Deveria saber o que fazia. Pensou o André e então disse:
-Ok não temos outra hipótese, vamos levá-lo.
Todos concordaram menos o Saul. -Não, tenho medo, prefiro ficar aqui até amanhecer.
-Não pode ser, os nossos pais já andam à nossa procura e em breve encontram-nos. Temos mesmo que saír daqui e tu precisas de ajuda. Disse o TóZé.
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XXXVI
O Saloio não podia impedir os amigos de o levarem para a barraca do Bruxo e deixou-se levar. Todos ajudavam incluindo o Sapo que parecia uma pessoa diferente, era o que segurava no seu braço direito e com os outros em conjunto levavam o amigo praia fora, caminhavam junto ao mar pela areia mais consistente para os pés não se enterrarem. O Bruxo seguia à frente deles, com passo ligeiro, por vezes tinha que esperar por eles.
Quando já iam a meio do caminho, apareceram do lado direito os pais do andré e do saloio a correrem em direcção a eles. Os amigos quando se aperceberam já era demasiado tarde para tentar fugir, já estavam perto deles a gritar palavras de ordem.
Autor: marilia rodrigues(estrela)ver perfil do autor Data: 2009-03-03 16:00:00
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XXXVII
-Mas quem vocês pensam que sao?Uns lordes que fazem o que querem sem darem satisfacoes? Ora esta hem!, gritava o pai do saloio.
-Pensavam que se escapavam assim semmais nem menos?, dizia o Tò.
-Ai o meu pé! Ai, ai, chorava o Saloio.
Os três amigos também só choravam, até o Sapo chorava, aquele dia ia ficar marcado.O Sr. Joaquim ia para levantar a mao em direccao ao Tó Zé quando o bruxo lhe agarrou a mao e lhe disse:
-Enquanto eu estiver presente você nao lhe bate!
Falou tao alto e com um tom que o Sr. Joaquim baixou a mao e já nao disse mais nada.O Bruxo continuou:
-Em vez de passarem tanto tempo na taberna e fizessem mais pela vida , se calhar nao tinha chegado a este ponto.E agora chega de conversas pois o miudo está cheio de dores, toca lá a trazê-lo até há minha barraca.
Entretanto as mulheres e o paroco aproximavam-se deles, e foram todos em fileira até à barraca do Bruxo...
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XXXVIII
Naquele mesmo instante, na casa do Sapo, o seu irmão e o primo Eduardo remexiam o quarto todo à procura da origem do mal cheiro que teimava em não desaparecer, alias, nos últimos dias não parava de aumentar. O velho rádio já tinha sido mudado de sítio inúmeras vezes, nunca pensaram que era lá que se encontrava a cabeça de peixe que provocava o mal cheiro.
Entra pela janela um gato preto da família que foi imediatamente para junto do rádio que se encontrava em cima da cama, o gato rebolava e tentava aceder a qualquer coisa com as patas. Os primos viram aquilo e olharam um para o outro, perceberam imediatamente o que procuraria o gato, o mesmo que eles. Não demoraram muito tempo a retirar do compartimento das pilhas uma cabeça de carapau já em decomposição, o Eduardo, atirou-a com toda a força pela janela e cheirando o rádio atirou-o também. O gato saltou de imediato pela janela para caçar o pitéu mas foi demasiado tarde, uma gaivota apanhou a cabeça no momento em que ainda rebolava no jardim, contentou-se a lamber o rádio.
O Eduardo esfregava com toda a força as mãos para tirar o cheiro a peixe podre das mãos, o sapinho estava à janela do quarto a pensar em quem poderia fazer aquilo.
No momento em que o primo volta da casa de banho, o Sapinho chama-o e diz:
-Aquele ali não é o bruxo e o bando da praia?
Inclinando-se mais sobre o peitoril da janela, disse:
-E parece que vai ali o teu irmão també, levam alguém nos braços. E mais atrás, olha! parece a mãe do André e o padre e outra mulher.
-Vamos lá ver o que se passa.
-Vamos!
Foram os dois a correr em direcção à praia onde passava o grupo. O que se passaria para estar o Sapo com os outros.
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Parte XXXIX
Ao chegarem perto do grupo, verificaram que mais atrás seguiam os pais do André e do Tó-Zé caminhavam bastante separados do grupo e conversavam entre eles em voz alta mas não se percebia o que dizia.
Ao chegarem perto do Sapo, perguntaram-lhe o que estava ali a fazer, ainda por cima a ajudar o bando da Praia, ele respondeu com um "Vão para casa e deixem-me em paz". Os primos ficaram parados na areia a ver aquela "procissão" passar sobre o olhar atento do bando da praia. As duas mulheres que vinham logo de seguida, eram as mães do André e do Tozé, conheciam-nas bem.
O Eduardo diz para o primo: - Mas o que se passaria para o Sapo estar com eles e o bruxo?
-Não sei, devem ter sido apanhados e o Saloio deve-se ter magoado a fugir!
-Estão tramados, daqui a umas horas estão no mar para abalar para o alto mar e só voltam daqui a uns meses.
-Não te rias, nós só nos safamos por ainda sermos muito novos.
-Vamos atrás deles, quero saber o que se passa.
No momento em que tomaram a decisão, passavam os pais dos outros e perderam a vontade de ir já, foram mais atrás seguindo-os à distância. à medida que prosseguiam começaram a perceber que se dirigiam para a casa do Bruxo. Mas o que irão lá fazer? Será que o bruxo vai curar o Saloio?
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Parte XL
A dor que o pobre do Saloio sentia tornava-se cada vez mais agonizante, transportado com dificuldade pelos amigos, sentia os braços a arder e o pé latejava cada vez mais severamente. Tinha que resistir, era o que dizia repetidamente a si próprio enquanto serrava os dentes para não dar parte de fraco. A única coisa que lhe dava alento era a possibilidade de naquele estado se poder livrar de abalar no navio com o pai, por isso desejava que fosse relativamente grave ao mesmo tempo que temia o futuro. 'E se perco o meu pé?', pensava.
Subiram ao topo de uma duna, desceram, mais uns metros e depois de subir uma elevação de terra, estavam na barraca do bruxo. um local que algum deles jamais havia ousado chegar. O bruxo não permitiu que niguém entrasse.
-Esperem cá fora, ponham-no ali em cima daquela mesa de madeira!
Os pais ficaram no supé, não quiseram chegar perto da casa mas ficaram vigilantes, as mães estavam a conversar em surdina, agora que ali estavam temiam pelo que o homem pudesse fazer. Os amigos não articulavam uma palavra, trocavam olhares. Aquele lugar era assustador, tinha vista para um pântano do outro lado com muito mau aspeto, estava cheio de lixo a boiar.
O autor desta história e os seus participantes gostarima muito de receber o teu comentário!
Autor: João Oliveira Data: 2009-01-12 09:54:00
Boa Claudio, quando tiver tempo continuo :)
Mas está muito bem!
Autor: João Oliveira Data: 2009-01-13 15:05:00
Bom desenvolvimento Marília, a história está a ficar interessante :)
Hugo, eu estou a achar muito gira a história, só o que nao passa no meu entender é filhos de pescadores com dificuldades , mal ganham para comer e com dez anos terem todos um telemóvel... bom mas vamos continuando :-)
Autor: João Oliveira Data: 2009-01-14 15:13:00
Olá Marília, acho que fui eu quem se lembrou do telemóvel... bem... é típico dos portugas, não há dinheiro pra nada mas pra luxos há sempre:)
Desculpa Joao, eu nem sei porque é que escrevi Hugo? Pois devo ter estado noutra história e troquei os nomes era para ti que eu escrevi, desculpa...eu só achei engracado, mas acho que é isso nós portugueses gostamos muito de nos queixar mas no fundo nao nos falta nada...
beijinhos :-)
Autor: Hugo Lagido (hlagido) Data: 2009-01-14 20:03:00
Olá Marilia! num estarias a pensar em mim? eheheheheh
Tava na brinca, de facto a historia está interessante em breve dar-lhe-ei algum desenvolvimento
Realmente esta história está a ficar muito boa...Parabens camaradas,pena é k eu nao tenho jeito nenhum para isto se nao o verdadeiro saloio ia contar a histori a sua maneira.... continuai assim amigos.
Abraço
Autor: João Oliveira (proliv) Data: 2009-01-15 20:25:00
Marília, estou a gostar muito das tuas participações e lembraste-te de trazer o pipas e tudo :)
Mas do meu penasamento...só sai quem eu quero...:-)
beijinhos e vai-me ajudando a escrever assim...
Autor: Hugo Lagido (hlagido) Data: 2009-01-19 20:21:00
Já te imaginas o k eu conseguiria descobrir no teu pensamento? vasculhar todas as ideias úteis e fúteis carburadas pela maravilhosa massa cinzenta? E por encima com o curioso e irrequieto k sou… Acho que rapidamente me mostravas a porta de saída! LOL