Oi pessoal. Eu entrei num Concurso de Redação na minha escola com uma história que eu criei chamada Obscuri Lateris. Eu consegui o 2º Lugar no Concurso e fiquei muito feliz, queria compartilhar com vocês a minha história. Tudo começa com um grupo de amigos no colégio, eles eram de salas diferentes, eles se encontravam de baixo de uma escada que dá acesso à piscina da escola. De baixo da escala tinha um espaço onde ficávamos e uma parede, e nessa parede havia uma porta pequena, e ela era porta com espaços. Tudo isso realmente existe, pois eu tenho um grupo de amigos, nos encontramos de baixo da escada na hora do lanche e havia essa porta. Um dia estávamos no lanche, havia luzes ligadas e minha amiga Bruna, uma amiga do grupo, disse que tinha visto algo lá dentro e que parecia um corpo, eu fui ver e parecia realmente, depois a luz se desligou, todos do grupo se assustou, e quando a luz ligou o corpo havia desaparecido, e a luz de novo apagou. Eu pensei em a gente entrar lá dentro pra ver o que havia acontecido, e contei pra todos...
Para vocês saberem mais da história leiam ela e divirta-se. =D
Pontuação:
Autor: Guilherme RockLeeGui(RockLeeGui)ver perfil do autor Data: 2010-07-28 19:05:00
Obscuri Lateris - Paginas 1 á 5 Obscuri Lateris
Era segunda-feira, 24 de maio de 2010, já tinha certa curiosidade sobre uma ?passagem secreta? da minha escola, pelo menos era isso que minha imaginação me dizia. Desconfiava que meus amigos também tivessem a mesma curiosidade, porém nunca perguntei a eles. Sempre fico um uma turma na hora do lanche: Bruna, Fabíola, Gabriel, Lucas, ou como agente chamava Luquinhas, Kathleen, Mariana Lopes, Vitor Neves e Isabela. Alguns eram de salas diferentes. No Oitavo Ano o meu amigo Luquinhas, no Nono Ano A tinha eu, conhecido como Guilherme, Gabriel, Kathleen, Vitor Neves e a Mariana Lopes. No Nono Ano B tinha a Bruna, Fabíola e a Isabela. Sempre na hora do lanche, que era das 09h40min ás 10h00min, nós ficávamos de baixo de uma escada que dava acesso á piscina, e nele tinha uma portinha com o lugar que eu acreditava que era a passagem, e lá de baixo da escada nós conversamos.
Passou dois dias, era uma quarta-feira, 27 de maio de 2010, estávamos lá conversando quando três luzes da ?passagem? ligaram-se de repente. Uma perto da portinha, outra lá no fundo e outra entre elas.
-Bruna, fica olhando pra lá e não desvia o olhar. ? eu disse á ela para brincar.
Ela ficou olhando e a luz apagou por uns 5 segundos, ela se assustou porque falou que tinha visto um corpo de uma pessoa com a cabeça inclinada pra direita, então fui ver só que não vi nada, até que olhei fixamente pro meio e vi, levei um susto também, o Gabriel e o Luquinhas deram risada. Como o pessoal era curioso eles tentaram ver, porém a luz apagou do nada, nessa hora todas as meninas que estavam lá tentaram sair lá de baixo, porém elas foram juntas e tombaram, e eu claro que ri muito. Quando a luz voltou nós fomos ver o que agente achava que era o corpo continuava lá até que a Bruna me lembrou:
-Ei, vocês não disseram que a cabeça dele estava pra direita?
-Sim, olha lá, a cabeça... ? ia dizer que a cabeça estava pra direita até que percebi que eu estava errado, a cabeça agora estava pra esquerda. Levei outro susto, porém ninguém deu risada, pois tentei não mostrar que me assustei. A luz apagou e eu fiquei quieto.
-Guilherme, você tá pálido. ? disse Fabíola.
Tentamos esquecer o assunto falando de outras coisas, até que a luz cinco minutos depois acendeu.
-Bruna, me fala uma coisa. Pra onde a cabeça tá inclinada? ? Perguntei á ela, mas tentei nem olhar pra lá.
Ela ficou quieta, pensei em perguntar pra alguém, porém ninguém tinha visto mesmo. Virei para ver e... , corpo não estava lá.
-Vamos entrar lá pra ver se tem algum corpo mesmo.
-Você é louco menino? Tinha um corpo lá dentro, ele se mexeu sozinho, sumiu e você ainda quer ir lá. ? Falou a Kathleen, mesmo não tendo visto o corpo ela tinha acreditado um pouco.
-Se vocês forem eu também vou. ? eu disse com um pouco de preocupação, porém coragem.
-Bruna, não tem nenhum corpo lá, eu vou se você for. ? disse a Fabíola para tentar acalmar.
-Eu também, só se você for com agente. ? disse a Mariana e a Isabela
-Lucas e Vitor, vocês vão? ? o Gabriel perguntou.
-Eu vou ? disse o Lucas, ele não era muito de falar.
-Vamos caçar gente morta. ? disse o Vitor fazendo uma brincadeira.
Todo mundo olhou pra ele.
-Calma gente, é brincadeira.
-Tá bom se vocês vão, eu também vou. ? essa foi a resposta final da Bruna.
Esperamos o sinal do fim do lanche bater, para ninguém ver agente entrando. A minha escola toca três sinais. Tocou o primeiro, esperamos, tocou o segundo, faltando cinco minutos pra acabar o lanche, abrimos a portinha e entramos. Fui na frente, depois o Gabriel, a Bruna e a Fabíola juntas, o Lucas, a Isabela, o Vitor e as duas melhores amigas no final, Mariana e Kathleen
-Essa luz tá fazendo meu olho doer. ? eu disse.
-Então não fica muito perto dela ? falou a Mariana, lá no fundo da fila.
-Muito obrigado pela dica óbvia.
Lá dentro da passagem tinha quatro portinha que davam na quadra de esportes, passamos pela ultima e não tinha mais lugar para ir em frente, viramos á direita, Nessa hora estávamos todos juntos e me senti tonto, mas continuei. Depois não tinha mais caminho para ir pra frente e virei á direita.
-Estou cansada de dar voltas. ? disse a Isabela.
-Eu também. Vamos voltar. ? disse a Mariana.
-Ok, é só virar a direita pela última vez e pra esquerda, depois saímos.
-Vamos logo, aqui está abafado. ? disse a Kathleen.
Na hora que viramos á direita o lugar estava diferente. Nós estávamos direto na porta da saída. Saímos fizemos alongamentos, pois o lugar não era muito largo.
-Que estranho, acho que fiz o número errado de voltas. ? eu disse, porém um pouco confuso.
-Quem liga. Graças á Deus! Ar livre. ? falou Gabriel.
-Pessoal, onde está à padaria aqui do lado? ? questionou a Bruna.
Todos olharam e o lugar parecia modificado. Apenas tinha a escola, nada de padaria, outras escolas e nem rua, era como se tivéssemos parado em outro lugar, um mundo paralelo.
-Que estranho, não tem nenhum aluno aqui, e ninguém estudando. Demoramos tanto lá dentro? ? perguntou a Fabíola.
-Não. ? respondi á Fabíola. ? eu acho melhor a gente voltar e fazer o caminho reverso que agente fez pra chegar aqui.
Todos viraram pra trás para entrar na passagem, mas a porta estava com um cadeado.
-Quando agente entrou não tinha nenhum cadeado. Esse lugar é estranho, vou ver o que tem lá fora. ? E fui tentar ver o que é que tinha.
Subi numa escada de ferro que tinha perto da quadra de esportes, na escola que agente estava tinha uma grada para ninguém sair, porém nessa nova e estranha escola não, quando fui ver o que tinha lá não vi NADA, apenas um ponto preto, ele veio chegando cada vez mais perto, ele estava fazendo movimentos iguais o do fogo quando começou á pegar fogo, porém era um fogo negro que era grande, maior que as paredes da escola, quando o fogo subiu do nada eu voltei rapidamente.
-O que é isso? ? falou o Vitor surpreendido.
Todos subiram na escada de ferro para ver o fogo.
-Alguém me dá alguma coisa pra ver o que acontece quando toca o fogo. ? eu falei, porém estava com a voz tremula por ter levado um susto são grande.
O pessoal começou á procurar alguma coisa, até que Luquinhas pegou uma pedra que estava lá no chão, ele me entregou e eu joguei. Quando eu joguei a pedra não caiu, ela ficou flutuando e de pouco em pouco ela começou á se despedaçar.
-Eu acho que em preciso falar que não pode encostar nesse fogo negro ou seja lá o que for, não é?
-Tenho a impressão que não. Mas não podemos ficar aqui parados, vamos tentar fazer algo pra voltar pra escola. ? disse o Gabriel.
-Mas a agente já está na escola. ? retrucou o Vitor.
Depois de um silêncio todo mundo olhando pra ele com cara de ?você não consegue ficar na sua?. E o Gabriel respondeu:
-A OUTRA escola. Não precisa fazer piadinhas.
-Vocês estão muitos estressados.
-Estressados?! Agente vê um corpo morto, ele desaparece, entramos numa escola negra ou sei lá o que seja esse lugar q você acha que agente está estressados? ? falou a Bruna, melhor, gritou a Bruna.
Nesse momento o Vitor nem respondeu, o que foi uma boa para que ele continuasse á viver, pois a Bruna é ?um pouco? nervosa.
-Pessoal, por que agente não vai até a nossa sala e vê se tem alguma coisa que possa nos ajudar á sair daqui. ? Falou a Isabela.
-Boa idéia. Vamos primeiro na sala do Lucas, assim agente tem que andar menos. Depois no nono B e depois no A.
Descemos a escada e ao pátio que dava acesso ao prédio velho da escola e ao outro pátio, o pátio do novo prédio. Fomos ao pátio da nova escola, era bem grande, tinha várias janelas no lado direito, uma lojinha que vendia lanche no lado esquerdo, no fundo tinha um pequeno palco, duas escadinhas nos lados para subir, umas cinco janelas, em cima do palco no lado esquerdo uma porta e embaixo do palco também tinha uma porta á esquerda.
-Ei pessoal, espera aí! Vou ver ali na janela se tem aquele fogo também. ? falou o Gabriel
-E eu vou ver essas janelas do lado direito. ? falou o Vitor já indo pra janela. Ele olhou pra fora e não viu nada, quando ele começou á ver um ponto preto. ? Ei aqui só tem um ponto preto.
-Cara, sai de perto da janela, - eu falei por que imaginava que era aquele fogo.
-Mas por quê? Quero ver o que é esse ponto...
Antes de ele terminar de falar começou a sair fogo, mais não tocava a janela.
-Eu te falei.
Fui olhar o Gabriel o que tinha acontecido, ele estava subindo a escada direita, mas quando ele estava chegando perto da janela ele pisou em um azulejo que estava quebrado e a perna dele afundou.
-O que é isso aqui, ?mano?? ? falou ele olhando pro chão.
-O que? ? perguntou a Mariana.
Todo mundo foi olhar e vimos que de baixo do azulejo tinha várias aranhas, cobras, baratas, formigas e outros insetos. As meninas levaram susto, que pra mim não era muita novidade, pois muitas garotas sentem medo disso.
-?Vamo? logo sair daqui, não ?tô? mais aguentando esse lugar. ? falou a Kathleen.
Subimos as escadas e fomos ao primeiro piso, o do Oitavo Ano e vimos que na lousa estava escrito: Obscuri Lateris.
-O que isso significa? ? Perguntou a Bruna.
-Obscuri parece obscuro. ? eu falei.
-Lateris é difícil, será que é lado? ? falou a Fabíola.
-Isso! Lado Obscuro. Esse é o lado obscuro da nossa escola, agora as coisas fazem sentido. ? eu disse.
-Nem tudo. Como não tem nada ao redor da escola, só fogo negro? Por que tem umas baratas, formigas e outras coisas nojentas lá embaixo? ? falou a Isabela.
-Bem, essas coisas com certeza não fazem sentido. Vamos subir agora pro Nono Ano B.
Então subimos as escadas e fomos no 2º andar, entramos na sala e estava tudo normal.
-Que estranho! ? Falou a Mariana.
-O que? ? perguntei.
-Não tem nada de estranho aqui.
Pensei comigo que o que estava acontecendo era estranho, pois não havia nada de estranho. Eu sei isso é um pouco complicado.
-Que papel é esse? ? Falou a Kathleen.
-Um bilhete. ? Disse a Bruna.
-Então vocês não assistem à aula, ficam passando bilhetinhos, né? ? o Gabriel disse zuando.
Autor: Guilherme RockLeeGui(RockLeeGui)ver perfil do autor Data: 2010-07-28 19:10:00
Obscuri Lateris - Paginas 6 á 12 -Esqueceu que essa sala n?o ? exatamente a nossa sala? ? retrucou a Fab?ola.
Gabriel nem respondeu.
-O que est? escrito a?? ? perguntei a Kathleen.
-est? escrito ... na quadra?.
-E o que isso tem haver com tudo isso. Deixa pra l?, vamos pra minha sala.
Quando agente ia pra porta uma janela se abriu sozinha, n?s olhamos pra ela ent?o ela se quebrou. N?s nos olhamos e tudo come?ou ? se mexer sozinho. Cadeira e mesas flutuavam, batiam com for?a no ch?o e quebravam. Pap?is come?avam ? se amassar e de despeda?avam. A lousa come?ou ? fazer um barulho irritante, quando se pega um garfo e com muita for?a esfrega-o nela.
Estranhando tudo fomos pra nossa sala assustados. Ao chegarmos percebemos que tinha algo escrito na lousa.
-Algu?m consegue enxergar o que est? escrito? ? Perguntou a Fab?ola.
-Tive uma id?ia! ? eu disse, pois me lembrei de um truque.
Peguei o apagador e comecei ? passar pela lousa toda, depois de um tempo consegui ver o que era.
-Guilherme, o que isso tem haver com agente? ? perguntou a Bruna.
-?H? uma sa?da, pegue a chave, ela est?...?. Ei, o que estava escrito naquele papel, era ?... na quadra?. Eu acho que eu j? sei, lembra que quando agente saiu daquela passagem port?o ficou trancado. Eu imagino que essa ? a chave que ele est? falando. Se agente encontrar ela agente consegue sair daqui.
-Mas qual ? a quadras, aqui tem tr?s quadras. ? falou o Vitor.
-Verdade. Vamos ? quadra de cima.
Subimos a escada, por?m estava trancada.
-O que vamos fazer? ? perguntei, pois n?o tinha nenhuma id?ia.
-Tenho uma id?ia ? falou o Gabriel.
Ele chegou perto do extintor de inc?ndio e pegou ele.
-O que ? que voc? vai fazer? ? perguntou a Fab?ola.
-Quebrar a porta com o extintor, ora!
-Voc? ? maluco de fazer isso? ? falou o Luquinhas
Todo mundo olhou pra ele por que ele ficou o tempo todo sem falar. Ele viu que todos estavam olhando pra ele e ficou quieto.
-Bem, eu n?o pretendo ficar pra minha vida toda, e voc?s? ? falou o Gabriel com muita confian?a.
-Falou bonito. ? eu disse pro Gabriel, meio que tirando sarro.
Ele tentou quebrar a porta, mas nada aconteceu, ele tentou de novo e o extintor explodiu por causa da press?o. Ficou uma neblina, mas depois tudo clareou e vimos ? quadra. A nossa quadra n?o tinha um teto, sim um arame, ou algo do tipo, nessa escola n?o tinha as quatro paredes em volta nem o arame.
-Meu Deus! Vamos sair daqui, pessoal! ? eu disse, pois tenho medo de altura e me sinto tonto.
-Que foi? Est? com medinho ?? ? falou a Bruna zuando comigo.
-Voc? veio pra c? agarrada na Fab?ola, voc? n?o pode falar nada.
-Mas ? diferente, l? escuro. Ter medo de altura ? uma coisa idiota.
-Garota, fique na sua. ? ent?o comecei ? dar risada na cara dela. ? Pessoal! Voc?s notaram que aqui n?o tem fogo?
-Verdade. ? falou o Vitor olhando l? embaixo. - Acho que ? melhor agente voltar l? pra baixo.
Todos estavam indos para a porta, quando come?ou ? sair o ch?o come?ou ? se rachar e come?ou ? sair algo de l? dentro.
-Ai gente, que horror! Vamos sair daqui. ? falou Bruna com a voz tremula.
-Agora me diga quem est? com medinho? ? falei para retrucar ela.
-Fique na sua! ? Ela disse com um sorriso falso.
Percebemos que de l? de dentro estava saindo uma cabe?a. De pouco em pouco v?amos que era um corpo, o corpo que eu e a Bruna t?nhamos visto. Estava totalmente fora e vinha de pouco em pouco atr?s de n?s.
-Pessoal, corram! ? falou o Vitor.
Todos descerem desesperado a escada e olhando pra tr?s para ver onde ele estava, e ele sempre vindo em dire??o ? gente, bem devagar. Ele fazia um som abafado, como se uma pessoa juntasse as m?os e come?asse ? respirar entre elas. Enquanto desc?amos a escada n?s vimos na janela que quanto mais perto aquele corpo chegava o fogo ia diminuindo, como se ele fosse intoc?vel por tudo que havia ali. Ao chegarmos ao p?tio tivemos uma surpresa, o p?tio todo estava cheio de baratas, aranhas, cobras, formigas e as outras coisas que o Gabriel tinha visto debaixo do azulejo quebrado.
-Ai que nojo! ? Gritaram a Fab?ola, Bruna e Kathleen.
-N?o vou passar a? n?o. ? falou a Mariana.
-Nem eu ? disse a Isabela.
-Ok. Podem ficar ai com aquele corpo morto seguindo agente. ? eu falei com sarcasmo.
As meninas se olharam e resolveram ir. Todo mundo passou por cima correndo, s? que eu ca?, e o pessoal deu risada. Quando sa?mos de l? o p?tio come?ou ? pegar fogo, n?o um fogo normal, mas sim o fogo negro.
-Guilherme. Tenho uma m? not?cia. ? falou o Gabriel.
-Oh meu Deus! O que foi? ? perguntei com um jeito ?n?o aguento mais m?s not?cias?.
-Tem uma aranha no seu ombro.
-... Tira... ela... de mim... -falei p?lido.
Ele deu um peteleco nela e a aranha voou longe.
-Pronto, tirei! ? Falou o Gabriel.
-Valeu. Agora vamos subir na quadra do pr?dio velho.
-Guilherme, eu acho que n?o est? ai. Acho que est? na quadra perto daquela passagem. ? falou a Mariana.
-Vamos primeiro nessa quadra do pr?dio velho, est? mais perto.
-N?o temos tempo.
-N?o temos tempo mesmo, ent?o vamos parar de discutir e ir nessa quadra. ? falei com muita certeza, como o Gabriel tinha dito antes.
-Se voc? tem toda essa certeza! Ok ? essa foi a resposta final da Mariana.
Fomos subindo as escadas e percebemos que as portas para as outras salas estavam abertas, e todas estavam abertas com as coisas quebradas. Chegando ao ultimo andar, o da quadra. Abrimos e porta e vimos que l? em cima tinha um labirinto.
-Que beleza. Agente tem tanto tempo pra entrar num labirinto. ? reclamou Mariana
-Pessoal vamos logo procurar, n?o temos tempo ? perder. ? melhor agente se dividir n?? ? falei como se fosse um l?der.
-Vamos formas grupos? ? falou o Vitor como se n?o quisesse mais esperar.
-N?o, cada um vai por onde acha que tem que ir.
Ent?o l? fomos n?s, voc? n?o imagina como ? dif?cil procurar uma chave num labirinto. Eu fui pelo meio, estava t?o disposto ? achar a chave que nem vi para onde os outros foram. Depois de uns sete minutos eu perguntei.
-Pessoal. Voc?s acharam?
-N?o ? Disseram todos.
Eu ia passando direto at? que percebi que num canto tinha algo brilhando, fui l? peguei e falei.
-Achei! Ah n?o esquece. ? s? um peda?o de vidro.
-Aff ? disseram todos reclamando.
Continuei andando e vi algo brilhando de novo. Passei direto e pensei, ? melhor eu ver o que ?, peguei aquilo e vi que era realmente a chave, ent?o disse:
-Pessoal. Achei mesmo agora! Voc?s conseguem voltar para a porta?
-Sim. ? todos disseram
Encontramo-nos na porta, sa?mos e descemos a um andar.
-Voc?s est?o escutando isso? ? perguntou a Kathleen
Todos ficaram quietos e perceberam que o som que aquele corpo fazia estava cada vez chegando mais perto.
-Ei! Temos que nos esconder em alguma sala. ? disse a Mariana.
-Vamos naquela sala. ? eu disse e apontei a sala ? nossa direita.
Entramos l? e esper?vamos o corpo passar direto.
-Algu?m ai tem um espelho? ? perguntou o Vitor
-Eu tenho, mas por qu??
-Vou olhar aquele corpo atrav?s o espelho.
Ele pegou o espelho e colocou entre a porta aberta e a parede. Dava pra ver as pessoas que passavam na escada. Eu e o Vitor est?vamos vendo o que estava acontecendo
O corpo foi chegando mais perto e ia dar o primeiro na escada, por?m ele parou com o p? no ar e come?ou ? virar na dire??o da sala. Eu e o Vitor vimos que o corpo olhou o espelho e apareceu um brilho vermelho no olho dele e ent?o o espelho quebrou. O corpo n?o viu agente e continuou a subir.
-Vamos pessoal! Agora ? a hora de agente fugir. ? eu disse com um pouco de medo, pois ele n?o tinha terminado de subir a segunda escada.
N?s sa?mos correndo escada ? baixo, por?m a Bruna esbarrou no espelho quebrado e fez um barulho que chamou a aten??o dele. O corpo come?ou a seguir agente de novo, por?m agora ele estava mais r?pido.
-Pessoal, o fogo do p?tio t? aumentando. Daqui ? pouco vai incendiar a escola toda. ? falou o Luquinhas.
-Vamos mais r?pido. ? falei, melhor dizendo gritei.
Corri t?o r?pido que deixei a chave cair.
-Guilherme, a chave caiu. ? falou a Isabela.
Ent?o eu fui l? pegar, por?m aquele fogo negro infernal ficou no meio do meu caminho.
-Gabriel, me passa o extintor!
Ele pegou e extintor do ch?o e jogou pra mim, mas n?o sabia que era t?o pesado cai ele caiu no ch?o. Ficou tudo nublado, mas gra?as ? Deus aquele fogo negro apagou.
-Ei cara, sai da?. Isso a? deve ter alguma coisa t?xica, se voc? respirar muito isso voc? vai passar mal eu imagino. ? falou o Vitor
-T? bom. J? vou. Me deixa s? achar a chave
Depois de uma pequena procura eu achei, mas percebi que tinha dois pontos vermelhos na minha frente. Lembrei da ultima coisa que vi com aquela cor, os olhos do corpo. Sai correndo l? e gritei:
-Fujam!
-Mas por qu?? ? perguntou o Vitor.
-EU DISSE PRA CORRER, O CORPO T? AQUI! ? eu aos berros com o Vitor.
Todo mundo correndo para aquele port?o e me apressando pra abri-lo n?o foi nada legal, mas eu sabia que n?o era uma hora boa pra reclamar. Quando abri o cadeado aquele corpo come?ou a andar mais devagar, e mais devagar, como se tivesse ca?do em cimento e fosse endurecendo, um tempo depois todo fogo negro vai diminuindo e aquele corpo come?a ? se despeda?ar, como aquela pedra no fogo.
-Vamos sair daqui logo, odeio esse lugar. ? disse a Bruna
Entramos na passagem secreta, que era realmente uma passagem me seguimos o mesmo caminho que antes. Uma coisa incr?vel ? que senti tontura no mesmo lugar que antes. Depois de andar dentro daquele lugar apertado e com uma luz na minha cara de novo n?s chegamos ? nossa verdadeira escola. Ningu?m estava l? vendo.
-N?s devemos estar atrasados, pessoal. N?o tem ningu?m aqui. Que hora s?o? ? eu perguntei.
-S?o... Faltam cinco minutos pro lanche acabar. ? respondeu a Bruna olhando no celular.
Todo mundo se olhou, por que como era poss?vel a gente ter entrado l? faltando cinco minutos pro lanche acabar, acontecer tudo aquilo, e quando n?s chegamos ainda faltar cinco minutos. Resolvemos n?o contar isso pra ningu?m, pois ningu?m iria acreditar mesmo.
Em todos os lanches n?s sempre ficamos l? embaixo. Uma curiosidade ? que sempre que eu olho pra l? eu vejo dois pontos vermelhos.
Autor: Guilherme RockLeeGui(RockLeeGui)ver perfil do autor Data: 2010-07-28 19:48:00