Autor da História: Fernanda Fê(Fernanda Reis)
| Data: 2011-03-17 17:13:00 
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Mensagem Pessoal: estou me testando pra ver se posso ser uma boa escritora
País e Localidade: Brazil, São Paulo
Sexo: Feminino
Membro desde: 2010-12-12 15:19:00
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Apresentação desta história:
Mas um dia chato nessa escola hipócrita que meus pais me jogaram por ser ?rebelde? eu não sou rebelde só gosto de rock, calça jeans, all star, e minha cor favorita é roxo, mas essa não é a imagem que a família Serra tanto finge. Toda vez que fecho os olhos escuto o meu pai berrar pra mim ?PORQUE VOCÊ NÂO É COMO A SUA IRMÃ?!? se ele quer que eu seja sem cérebro, fútil, arrogante e insuportável ele pode esquecer, eles não precisam de mim para fingir a imagem de uma família perfeita.
Tá rolando uma fofoca, e é só isso que parece acontecer por aqui, de que vô ganhar uma colega de quarto, merda! Eu adoro ter um dormitório só pra mim é aonde eu consigo paz nessa escola e agora vão me tirar isso também, não imagino como vô conseguir aguentar até ser maior de idade nesse inferno.
Hoje é sábado e eu deveria ir pra casa, mas não vai rolar, eu não quero ir e parece que não querem a minha presença então que se dane.
- Esse é seu dormitório senhorita Souza vai dividi-lo com a senhorita Serra
O diretor entrou no meu quarto sem nem bater na porta e ainda quer dá exemplo de educação?
-Pode entrar- sorri ironicamente e ele pareceu querer me matar com a força do pensamento, rsrsrs. Ouço uma risada abafada e então me viro para ver minha colega de quarto, ela é tão branca quanto eu, tamanho mediano, cabelos totalmente lisos e negros, olhos pretos e expressivos e ela parece estar triste mesmo sorrindo.
- Vou deixa-la à vontade senhorita Souza... E você Serra comporte-se!
Quando o diretor foi embora à garota pareceu não saber o que fazer dava ate pena e eu ainda não tinha nada contra ela.
- Oi, eu sou a Ana e você?- tentei ser o mais amigável possível, mas saiu um pouco automático e entediado, esse era meu jeito de falar nessa escola e acho que não consigo mais mudar e isso me assusta muito.
- Cristina, muito prazer ? ela disse indo em direção a sua cama e colocando a mala e os objetos escolares em cima dela.
- Fique a vontade
Ela é silenciosa e eu gosto disso, eu estava escutando musica de olhos fechados quando sinto alguém sentando na cama, então retiro os fones de ouvido e abro os olhos e encontro os seus, eles pareciam me hipnotizar e eu fiquei sem ação.
- Meu irmão adora Metalica ? ela disse isso de um jeito melancólico.
- Como sabe o que estou ouvido?
- Acho que até quem tá no outro quarto tá ouvindo isso ? nos duas rimos.
- Já arrumou as suas coisas?
- Já, então porque o diretor de odeia?
- rsrsrsrsrs, porque eu não sigo as regras desse lugar e ele não pode me expulsar, porque meu pai é muito influente- terminei a frase melancólica e ela percebeu mais não quis entrar em detalhes e eu a agradeci silenciosamente por isso.
- Ele me pareceu um puxa saco, tinha que ver ele com o meu pai, foi ridículo.
- porque você esta aqui?- eu não podia mais deixar de fazer essa pergunta
- Tem que ter um motivo?
- Claro! Todos que estão aqui fizeram alguma coisa.
- O que você fez? Me fala primeiro que depois eu falo.
Ela era esperta, também estava curiosa ao meu respeito, mas não estava na cara o porquê de eu estar aqui?
- Não sou o perfil da minha família, então eles me escondem nesse lugar. Agora é a sua vez.
Ela pareceu surpresa por eu ter respondido e estava escolhendo as palavras para começar a sua historia. Ela estava arrependida pela sua proposta e eu não pude deixar de sorrir vitoriosa.
- Meu irmão e eu somos muito ligados e nosso pai é um pastor muito importante. Meu irmão começou a beber e usar algumas drogas e isso era uma humilhação para nosso pai.
Ela parou parecendo se lembrar de algo, provavelmente do irmão.
- Então era pra ele estar aqui e não você
- Meu pai desistiu dele e me colocou aqui pra me livrar da ?má influencia?. ? ela parecia triste, preste a chorar e me deu uma vontade de abraça-la e passar a minha mão por aquele cabelo que parecia ser muito cheiroso e macio e isso me assustou, nunca senti vontade de fazer isso por ninguém.
- E você foi parar justo no meu dormitório, que sou a virtude em pessoa, rsrsrsrsrs- ela riu junto comigo e pareceu esquecer um pouco a tristeza e isso me deixou feliz.
Passamos o resto do dia nos conhecendo e a cada minuto gostava mais de sua companhia, ouvimos musica e descobrimos muitas bandas em comum, assistimos a filmes e passeamos pela escola que parecia não ser tão insuportável mais.
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Pontuação:
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