Autor da História: luenam said(arnut)
| Data: 2009-02-03 22:26:00 
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Mensagem Pessoal: Este Autor não escreveu nenhuma mensagem pessoal.
País e Localidade: Portugal
Sexo: Masculino
Membro desde: 2009-01-21 23:09:00
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Apresentação desta história:
Tinha sido um sido um dia esgotante. Dana, estava agora sozinha no quarto do hotel The Byzantium. Despiu-se rapidamente, meteu-se no duche e deixou a água correr. Gostava da água bem quente e apesar do intenso calor que fazia no exterior, rodou a torneira até atingir a temperatura a que estava habituada.
Enquanto o corpo lhe pedia para relaxar, a sua mente fervilhava à volta dos acontecimentos das últimas vinte e quatro horas. Tinham sido talvez as mais alucinantes da sua vida.
Dana, era uma jovem mulher, que apesar dos seus 24 anos conhecia já os quatros cantos do globo, com especial relevo para o continente Africano. Falava e escrevia fluentemente cinco línguas e conhecia e entendia alguns dos dialectos das tribos da África Central.
Tinha sido em circunstâncias bem diferentes que Dana havia estado a primeira vez na Turquia. Nessa altura, era ainda uma jovem de 15 anos e tinha sido na companhia do pai que em 1998 aterrara no aeroporto de Saw, localizado na parte asiática da mítica e histórica cidade de Istambul.
Tinham passado nove anos, mas mal saiu do avião, logo recordou e reconheceu a luminosidade e a atmosfera tão peculiar daquela zona do globo. Mesmo sem sair do aeroporto, parecia-lhe já sentir a miscelânea de cheiros e sensações que tanto a marcaram naquela que tinha sido a sua primeira visita a Istambul.
Ainda recordava aqueles dias felizes passados em Istambul na companhia do Pai. Abanou a cabeça como sempre fazia quando pensava no Pai procurando pensar noutras coisas. Apesar de já terem passado cinco anos sobre a sua morte, Dana ainda não havia ultrapassado a sua perda. Jhon D tinha sido um homem especial. Arquitecto de formação, fazia contudo da investigação histórica a sua principal actividade. Jhon tinha ficado viúvo, quando Dana contava apenas com 2 anos de idade, pelo que Dana passou grande parte da sua infância com os avós. Na verdade Jhon tinha sido um reconhecido perito em arte antiga e era frequentemente requisitado por museus em todo o mundo para dar a sua opinião.
E sendo verdade que até aos dez anos de Dana, Jhon tinha sido um pai ausente, verdade é também que desde o dia em que fez dez anos, Dana passou a acompanhar frequentemente o Pai em muitas das suas viagens de trabalho. Tinha sido dessa forma que havia estado em Luxor, Tebas e Abu Simbel no Egipto, em Petra na Jordânia, em Terkhiin Tsargaan na Mongólia, em Tulum e Chichiniza no México, em Machu Picchu no Peru, na China, India e na maior parte dos países da África Central e subsariana.
Dana, amava, adorava e tinha um enorme orgulho no seu Pai. Na verdade, Jhon tinha sido especialmente diferente. Como homem tinha sido respeitado, para não dizer quase venerado, em todos os lugares onde chegava. Em todos esses lugares, fosse onde fosse, Jhon tinha amigos que pareciam de uma vida inteira. Jhon era dotado de uma inteligência e memória incomum. Não esquecia um rosto, um lugar ou um nome fosse de quem fosse.
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Pontuação:
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