Links Amigos: Enleio de Cores | hlagido.com | khritike | fotocaminha | Pessoal da Corda
Histórias -> Era uma vez uma crise
Autor da História: João Oliveira(proliv) | Data: 2008-12-15 12:32:00 Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor
Adicionar uma Imagem GRAVATAR
Mensagem Pessoal: A imaginação não tem limites porque ainda ninguém o atingiu...
País e Localidade: Portugal, Vila Praia de Âncora
Sexo: Masculino
Membro desde: 2008-12-21 00:00:00
Fechar
Apresentação desta história:
Quero aqui escrever uma pequena história para falar da crise.
Pois é, parece que a crise se tornou mais um motivo de união nacional, logo a seguir à Selecção Nacional a crise é o novo motivo de apelo à nacionalidade Portuguesa. Sim porque apesar da crise ser Mundial a nossa é a nossa crise e toca-nos de maneira diferente.
Pontuação:

Autor: João Oliveira(proliv) Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor Data: 2008-12-15 13:20:00
A chegada

De mochila às costas, e a passo quase de corrida, aproximava-se da fronteira com Portugal. A vontade de chegar a este país era devida principalmente ao clima e também pelas referências que  lembrava das Aulas de Economia Social Europeia do terceiro ano do curso que eram leccionadas por uma professora morena linda e que não se casava de fazer referência ao seu país de origem para explicar todo o tipo de matérias. Mas era a praia que estava nos seus pensamentos de viajante solitário de "mochila às costas".

Era um jovem Islandês que depois de terminar o seu curso em Ciências Políticas decidiu fazer uma viagem pela Europa. Neste país é hábito até porque vinha de uma família avastada de pescadores, alias, como há muitas na Islândia. A sua educação tinha sido sempre levada para longe da actividade piscatória pois, segundo dizem os principais analistas actuais, a pesca industrial terá os dias contados em benefício da continuidade de espécies como o bacalhau e a baleia, e muitas outras.


Durante a sua viagem tinha passado por enúmeros países sempre a dormir em Pensões, Hosteis, Parques de campismo e até já tinha passado duas noites com uma família de hippies na Holanda. Portugal era agora o seu destino, embora de passagem, era um destino importante por ser o primeiro onde poderia acampar na praia, (um sonho de há muito).


Uma placa de fundo azul dizia Portugal rodeado estrelas, lembra-se de um professor que nunca se cansava de dizer que as estrelas (doze) não tinham a ver com o número de países membros, nem sequer com os fundadores e depois contava sempre uma história bastante longa e que normalmente dava para pensar noutras coisas, bons tempos, pensou.


Antes de ultrapassar a placa que, supondo ele marcaria o limite da fronteira, parou e respirou fundo. Não se considerava uma pessoa de superstições mas tinha feito aquele gesto sempre que saía de um país e entrava noutro e preparou-se para se despedir de Espanha a pensar que voltaria mal terminasse a sua visita a Portugal, não há outra possibilidade estes dois países formam uma península e Portugal apenas tem fronteira terrestre com Espanha. Expirou e só voltou a inspirar depois de dar três passos no novo país. Mais à frente uma placa dizia Bem Vindo a Valença não fazia ideia do que dizia mas também não era importante, conhecia apenas o Inglês, quase na perfeição e um pouco de Francês além do Islandês, claro.

Autor: Hugo Lagido(hlagido) Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor Data: 2008-12-15 23:12:00
Chegada a Valença

Cheguei ao último país da minha longa viagem, atravessei todas as fronteiras a pé, caminhei muitos tramos, mas a maior parte dos quilómetros foram feitos de comboio. De todas as fronteiras que passei, a de Portugal foi a mais curiosa. Esta passagem foi numa ponte com uma estrutura em ferro, por onde passavam automóveis num nível inferior e por cima a via-férrea tudo sustentado pela mesma estrutura. A ponte aparentava ter muito mais de 100 anos um verdadeiro monumento! Conseguia ainda apreciar as desactivadas fronteiras e imaginar como funcionariam a uns anos atrás e as dificuldades que as pessoas passariam naquela época.


 

Após atravessar apreciei uma fortaleza medieval. Uma estrutura impressionante! Apesar de Valença não pertencer ao meu roteiro, tinha que entrar lá dentro!

 

Desde a ponte até a entrada da fortaleza, fartei-me de caminhar e subir. A mochila parecia-me cada vez mais pesada, a gente olhava para mim com cara de admiração, parecia que estava a subir o monte do calvário e arrastar uma cruz.

 

Finalmente cheguei a entrada, e deparei com algo caricato. Uma entrada de fortaleza com semáforos? Atravessei a muralha, tinha uma largura de cerca de 3 a 4 metros, após atravessar, deparei-me com uma segunda muralha. Enquanto fazia estas passagens sem dificuldades nenhumas, imaginava como seria em tempos medievais atravessar estes obstáculos sob uma intensa chuva de flechas ou até o disparar dos canhões, para num falar da violenta luta corpo a corpo, empunhando pesadas espadas.

 

Quando finalmente entrei, deparei-me com uma vila de arquitectura que nunca tinha visto antes. Suponho que seja a arquitectura típica de Portugal, diferente ao que tinha antes visto. As ruas estavam cheias de gente e havia muito comércio. Constutuido por várias pequenas lojas, que curiosamente vendiam todas o mesmo tipo de produtos: Toalhas, panos, roupa e algum calçado.

 

Não sei falar Português, mas reconhecia que muitos falavam Espanhol, tenho alguns conhecimentos de espanhol e sobretudo conhecia bem o sotaque, outros falavam com um sotaque mais fechado, calculei que seria o Portugês. Achava curioso como poderia haver tanta mistura dentro desta fortaleza, calculo que a mesma foi construída com o ímpeto de se defender dos espanhóis.
Autor: João Oliveira(proliv) Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor Data: 2008-12-22 11:44:00
Ainda em Valença

Fiz-me passear pelas agradáveis e coloridas vielas daquela vila emuralhada, era final da tarde e o sol aproximava-se do horizonte, cada vez mais alaranjado e maior. Eu estava agora a descansar sentado no muro da muralha virado para fora a ver um por do sol como nunca tinha visto,  olhei para tras de mim e vi a luz esmorecer-se nas casas, era quase noite. Imaginei como seria ver o mar na linha do horizonte em vez de árvores e casas com aquele sol de fundo. Já tinha visto o por do sol numa praia de Le Conquet em frança mais ou menos há um mês mas o sol não era assim. Como será um por do sol assim sentado numa praia... Interroguei-me novamente.


Quando o sol emitiu o seu último raio de luz e depois se pôs saltei do muro e decidi que iria passar a noite dentro daquelas muralhas. Apesar de o sol se ter posto, ainda havia muita vida nas ruas e via-se razoavelmente. Desci por um caminha que dava acesso a uma nova área da muralha onde não havia casas, o chão estava coberto com uma espessa e verde relva, andei um pouco e encontrei um pequeno morro, a parte de trás pareceu-me perfeira paa erguer a minha tenda.

Autor: Hugo Lagido(hlagido) Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor Data: 2008-12-23 21:41:00
Dormida nas Muralhas

Fiquei surpreso com aquela construção medieval e estava intrigado que surpresas me iriam esperar nas terras de Camões. Ainda num tive contacto com o povo português, gostaria de começar a conhecer um bocado a cultura Lusitânia. Ainda não sabia para onde me deslocar, possivelmente amanha iria colher o comboio da linha no Minho em direcção ao Porto e parar numa das localidades costeiras.

Autor: Rui Durão Afonso(bravo) Ver o perfil do utilizadorver perfil do autor Data: 2009-03-01 00:32:00
Dormida nas muralhas

Era muito bom pensar nas lindas praias enquanto, preparava algo para comer, e sentia o cheiro da noite e o silêncio a aproximar-se. Estava muito cansado mas ao mesmo tempo, a alegria de ter andado tanto, e a primavera a chegar davam-me animo  e forças para o que desse e viesse. Após a refeição acendi uma cigarrilha, das poucas que me restavam que tinha comprado em Saint Tropez, a um individuo que me garantiu serem cigarrilhas Romeu&Julieta originais, bem se eram ou não, não me interessava, apenas a queria saborear, em cima da muralha a apreciar o Rio fronteiriço, o Minho, e imaginar que se aquelas pedras falassem o que tinham para me dizer, quantas histórias de amor, quantas históris de guerras e até os mexericos que ali ja se passaram, enfim suspirei, e senti-me muito nostalgico, cheguei até a ter saudades do meu mundo, e pensei para mim já não falo com ninguém há cinco dias desde uma pequena localidade em Espanha onde me perdi....

O autor desta história e os seus participantes gostarima muito de receber o teu comentário!
História sem Fim 2008. Todos os direitos reservados!